Saúde

Excesso de café e energético na reta final do Enem ameaça o coração

A reta final de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) eleva a pressão sobre os estudantes, que frequentemente intensificam o consumo de café

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06/11/2026 14:36 • Atualizado há 2 horas

Excesso de café e energético na reta final do Enem ameaça o coração

MEC

A reta final de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) eleva a pressão sobre os estudantes, que frequentemente intensificam o consumo de café e bebidas energéticas para combater o cansaço. A combinação do uso excessivo de substâncias estimulantes com privação de sono e sobrecarga emocional coloca o sistema cardiovascular sob estresse contínuo. Médicos alertam que esse padrão de comportamento nos dias que antecedem a avaliação afeta o funcionamento do coração e compromete o rendimento cognitivo.

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O cardiologista Marcelo Bergamo adverte que a cafeína age diretamente sobre o sistema nervoso central, com potencial para alterar o ritmo dos batimentos cardíacos. O impacto se torna crítico quando o consumo ocorre de maneira concentrada em poucas horas ou em doses elevadas durante a madrugada. A vulnerabilidade a essas substâncias varia de acordo com o organismo, sendo mais expressiva em pessoas com histórico de predisposição a arritmias.

Bebidas energéticas apresentam riscos adicionais devido à alta concentração de estimulantes associados em suas formulações. Ao ingerir grandes volumes ou misturar energéticos com café, o estudante potencializa as reações fisiológicas adversas, apresentando tremores, ansiedade acentuada e taquicardia.

A resposta clínica depende da composição do produto utilizado e das condições biológicas individuais de cada candidato.

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A perda de horas de descanso representa outro agravante relevante nesse período. O sono desempenha papel decisivo na consolidação de memórias, na regulação hormonal e na estabilização dos parâmetros cardiovasculares, como a pressão arterial e a frequência dos batimentos.

A privação do descanso noturno prejudica o raciocínio e aumenta o nível de cortisol no organismo, impedindo a recuperação fisiológica adequada.

Sintomas de alerta e orientações médicas

A sobrecarga física e o nervosismo pela pontuação do exame geram manifestações que exigem diferenciação clínica cuidadosa. É frequente que candidatos relatem falta de ar, sensação de opressão torácica e palpitações contínuas após sessões prolongadas de estudo regadas a estimulantes.

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Esses episódios demandam atenção e não devem ser minimizados como reações rotineiras à tensão pré-prova.

Quadros que apresentam palpitações persistentes, tontura recorrente, dor aguda no peito, falta de ar severa ou desmaios exigem condução imediata aos serviços de urgência e emergência hospitalar. O atraso na busca por diagnóstico eleva os riscos clínicos caso haja alguma patologia cardíaca subjacente não identificada previamente.

A recomendação das autoridades de saúde para os dias finais antes do exame baseia-se na manutenção de horários regulares de descanso, hidratação contínua e alimentação balanceada. O uso de bebidas ricas em cafeína não substitui a recuperação biológica obtida pelo sono, e a interrupção do consumo excessivo de estimulantes reduz de forma significativa o risco de eventos cardiovasculares agudos durante a aplicação das provas.

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