Funcionários do Hospital João XXIII denunciam assédio moral
Funcionários do bloco cirúrgico do Hospital de Pronto Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, realizaram nesta sexta-feira (8) uma paralisação de 12 horas em pro

Funcionários do bloco cirúrgico do Hospital de Pronto Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, realizaram nesta sexta-feira (8) uma paralisação de 12 horas em protesto contra as condições de trabalho e a gestão da unidade.
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O movimento ocorreu entre 7h e 19h e contou com a adesão de cerca de 50% dos enfermeiros e técnicos de enfermagem do setor. Segundo o Sind-Saúde e os trabalhadores, a mobilização denuncia um cenário de assédio moral, perseguição política e sobrecarga de trabalho dentro de uma das principais referências em trauma do país.
Os profissionais afirmam que funcionários que denunciam irregularidades ao Ministério Público estariam sofrendo retaliações, incluindo ameaças de transferência e remoções de setor.
A categoria também aponta que a crise se agravou após o fechamento do Hospital Maria Amélia Lins, há cerca de um ano. De acordo com os relatos, cirurgias eletivas passaram a ser direcionadas ao João XXIII, unidade tradicionalmente voltada para urgência e traumatologia, aumentando a pressão sobre o bloco cirúrgico.
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Entre as denúncias mais graves está a suposta inversão de prioridades no atendimento, com procedimentos eletivos recebendo preferência enquanto pacientes em situação de urgência aguardariam por atendimento cirúrgico. Para os trabalhadores, a situação compromete tanto a saúde física e mental das equipes quanto a segurança dos pacientes atendidos pelo SUS. Apesar da paralisação, o atendimento não foi totalmente interrompido. O movimento cobra melhores condições de trabalho, valorização dos profissionais e o fim das práticas de assédio dentro da instituição.
