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Joelho em risco: Humberto Ítalo aponta erros que agravam lesões e artrose

Especialista em joelho explica como sedentarismo, excesso de peso e lesões mal cuidadas compromete a articuliculação

6 min

17/09/2026 08:36 • Atualizado há 15 horas

Joelho em risco: Humberto Ítalo aponta erros que agravam lesões e artrose

A medicina regenerativa tem ganhado espaço na ortopedia, especialmente entre pacientes que convivem com artrose, dor no joelho e desgaste da cartilagem. Ao mesmo tempo, o próprio nome pode criar uma expectativa equivocada: a de que seria possível reconstruir completamente uma articulação já comprometida.

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Para o ortopedista Dr. Humberto Ítalo, especialista em joelho, esse é um dos principais pontos que precisam ser esclarecidos ao paciente. As técnicas disponíveis podem integrar o tratamento de determinados quadros, mas não devem ser apresentadas como uma forma de restaurar integralmente uma cartilagem desgastada.

“Esse é um tema que exige muita ética na comunicação. Até o momento, não podemos falar em regeneração completa da cartilagem em um quadro de artrose avançada. O paciente precisa compreender que existem estratégias capazes de atuar no ambiente articular e contribuir para o controle dos sintomas, mas isso é diferente de afirmar que uma articulação comprometida será reconstruída.”

A distinção é importante porque a artrose é uma doença degenerativa e progressiva, capaz de afetar diferentes estruturas do joelho e comprometer movimentos simples do dia a dia. Em alguns pacientes, a dor passa a limitar caminhadas, atividades físicas e até tarefas rotineiras.

O que a medicina regenerativa pode oferecer

Na ortopedia, a expressão medicina regenerativa reúne diferentes estratégias voltadas ao ambiente biológico da articulação. Dependendo do caso, essas abordagens podem fazer parte de um tratamento destinado ao controle da dor, da inflamação e da perda de função.

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A decisão, no entanto, não deve ser baseada apenas na existência de determinada técnica. Grau de desgaste da articulação, sintomas, força muscular, peso corporal, nível de atividade física e resposta a tratamentos anteriores também precisam ser considerados.

“Quando o paciente chega esperando que um procedimento faça uma ressonância voltar ao normal, é preciso alinhar essa expectativa desde o início. O tratamento pode trazer melhora clínica em casos bem indicados, mas não devemos prometer que uma alteração estrutural avançada desaparecerá. A conversa precisa ser clara antes de qualquer decisão.”

Entre as abordagens citadas pelo ortopedista estão procedimentos que utilizam componentes obtidos do próprio organismo do paciente. Uma das possibilidades envolve o aspirado da medula óssea e tecido adiposo, coletado e preparado para uso dentro de uma estratégia terapêutica específica.

Dr. Humberto também chama atenção para a forma como expressões como “células-tronco” são apresentadas ao público. Segundo ele, o termo pode gerar interpretações que ultrapassam o que a medicina atualmente consegue oferecer.

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“Quando se fala em células-tronco, muitas pessoas imaginam imediatamente a formação de uma nova cartilagem. Essa associação precisa ser feita com cautela. Existem recursos que podem contribuir para melhorar o ambiente da articulação, mas isso não significa que um joelho com desgaste importante será devolvido ao estado anterior à doença.”

Artrose exige tratamento contínuo, não uma solução isolada

A artrose do joelho é uma condição crônica. Isso não significa, porém, que o paciente precise aceitar a dor ou abandonar atividades que fazem parte de sua rotina.

O tratamento pode incluir controle do peso, fortalecimento muscular, fisioterapia, atividade física adaptada, medicamentos e procedimentos infiltrativos, conforme a avaliação médica e o estágio da doença.

Para Dr. Humberto, um dos erros mais comuns é imaginar que um único procedimento será capaz de substituir todas as outras medidas.

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“Eu procuro mostrar ao paciente que o tratamento é construído em conjunto. Existe a parte médica, mas também existe a participação dele. Fortalecimento, controle do peso e atividade física adequada não são detalhes. Eles fazem parte da estratégia para preservar função e qualidade de vida ao longo do tempo.”

A atividade física, inclusive, ocupa papel importante nesse processo. O medo da dor pode levar algumas pessoas a reduzir progressivamente os movimentos, perder massa muscular e aumentar ainda mais suas limitações.

Nesses casos, a recomendação não é simplesmente insistir em um exercício desconfortável, mas adaptar a atividade às condições daquele paciente.

“O corpo precisa de movimento, mas esse movimento deve respeitar o estágio da doença e o condicionamento de cada pessoa. Em alguns casos, começamos com atividades de menor impacto e fortalecemos antes de progredir. O importante é evitar que o medo transforme a dor em sedentarismo permanente.”

Nem todos os casos têm a mesma indicação

O estágio da artrose é determinante para definir as opções terapêuticas. Em quadros muito avançados, determinadas técnicas podem não oferecer o benefício esperado.

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Por isso, exames de imagem são apenas uma parte da avaliação. Sintomas, mobilidade, capacidade funcional, rotina e condições para realizar a reabilitação também influenciam a escolha do tratamento.

“Uma técnica não deve ser indicada simplesmente porque é mais recente ou desperta interesse. Em uma artrose muito avançada, o raciocínio precisa ser diferente. O ponto central é entender o que pode realmente trazer benefício para aquele paciente e não transformar inovação em promessa.”

Quando o tratamento conservador deixa de controlar adequadamente a dor e a perda de função, a cirurgia pode entrar na discussão. Nos casos de artrose avançada, a prótese de joelho é uma das possibilidades.

A decisão, entretanto, envolve mais do que o grau de desgaste visto nos exames. A recuperação exige fisioterapia, fortalecimento, acompanhamento e, muitas vezes, uma rede de apoio durante o período pós-operatório.

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“A prótese é considerada quando as alternativas conservadoras já não oferecem controle suficiente e a limitação compromete de maneira importante a vida do paciente. Mas a cirurgia não termina no centro cirúrgico. É necessário conversar também sobre reabilitação, estrutura familiar e participação ativa na recuperação.”

Informação também faz parte do tratamento

O avanço de novas técnicas ampliou as possibilidades da ortopedia, mas também aumentou a responsabilidade na forma como esses tratamentos são comunicados.

Termos de forte apelo, especialmente quando associados à ideia de regeneração, podem criar expectativas incompatíveis com o quadro clínico. Para Dr. Humberto, esclarecer limites não diminui o valor de uma terapia; ao contrário, ajuda o paciente a participar de forma mais consciente das decisões.

Essa relação passa também pela maneira como o médico conduz a consulta. O especialista defende que exames sejam interpretados dentro da realidade de cada pessoa e que as escolhas levem em consideração não apenas a doença, mas as condições concretas para seguir um tratamento.

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“O exame é importante, mas ele não pode ser tratado isoladamente. Existe uma pessoa por trás daquela imagem, com rotina, limitações, receios e possibilidades diferentes. A melhor decisão é aquela construída com transparência, explicando o que pode ser feito e também o que não deve ser prometido.”

A mesma lógica vale para a medicina regenerativa. Mais do que buscar uma técnica específica, o paciente precisa compreender o estágio da doença, as alternativas disponíveis e o resultado que pode ser realisticamente esperado.

Quem é Dr. Humberto Ítalo

Dr. Humberto Ítalo Pinto Fontinele nasceu em Fortaleza e desenvolveu toda a sua formação médica na capital cearense. O interesse pela medicina começou ainda na adolescência, quando costumava passar os intervalos escolares na biblioteca observando livros de anatomia. Anos depois, durante a graduação, encontrou na ortopedia a combinação entre medicina clínica, cirurgia, trauma e uma área que também dialogava com sua própria relação com o esporte.

A formação em Ortopedia e Traumatologia foi marcada pelo contato intenso com hospitais de trauma e ortopedia e pela experiência com diferentes perfis de pacientes. Nesse período, aproximou-se da cirurgia do joelho, área que viria a se tornar o centro de sua atuação profissional.

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Hoje, Dr. Humberto dedica seu trabalho principalmente ao diagnóstico e tratamento de artrose, lesões de menisco e ligamentos, além de condições relacionadas à prática esportiva. Atua com alternativas conservadoras e cirúrgicas, conforme a indicação de cada caso.

Na prática clínica, afirma buscar decisões compartilhadas com pacientes e familiares, considerando não apenas exames e possibilidades técnicas, mas também rotina, condição funcional, estrutura de apoio e capacidade de aderir ao tratamento. Para ele, essa leitura individual é parte essencial da medicina e influencia diretamente a condução de cada caso.

CRM: 16969/CE | RQE N.: 11990

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Instagram: @drDr. Humbertoitalo.ortopedista

Site:https://drDr. Humbertoitalo.com.br

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