Maior frequência de doenças respiratórias é na Z. Oeste e na Baixada
Moradores da Zona Oeste do Rio e da Baixada Fluminense estão mais expostos a doenças respiratórias, como pneumonia, bronquite e asma, do que quem vive em

Baixada Fluminense, Rio de Janeiro
Reprodução
Moradores da Zona Oeste do Rio e da Baixada Fluminense estão mais expostos a doenças respiratórias, como pneumonia, bronquite e asma, do que quem vive em outras regiões do estado. A constatação faz parte do Mapa da Desigualdade, divulgado pela Casa Fluminense.
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De acordo com o levantamento, foram registradas 43.724 internações por doenças do aparelho respiratório em leitos do Sistema Único de Saúde na Região Metropolitana do Rio no ano de 2025. O número equivale a 60% das internações por esse tipo de doença em todo o estado.
Segundo o estudo, o índice aumenta em regiões próximas a polos industriais e grandes corredores de tráfego de cargas, como explica Iris Rosa, coordenadora de informação da Casa Fluminense.
A mobilidade urbana também é um problema maior para os moradores da Baixada Fluminense. Os municípios da região concentram as maiores médias de deslocamento para o trabalho no estado.
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Japeri, por exemplo, tem média de 1 hora e 11 minutos, enquanto quem mora em Belford Roxo demora, em média, 1 hora e 5 minutos. Em Nova Iguaçu há áreas que ultrapassam 1 hora e 22 minutos.
Segundo o estudo, em áreas de Belford Roxo, o gasto mensal com passagens de ônibus chega a comprometer mais de 32% da renda média do trabalhador. Este é o maior peso de tarifa sobre a renda entre os 22 municípios da Região Metropolitana do Rio. O dado é exclusivo da Casa Fluminense. O cenário se repete, ainda, em áreas da capital, de Nova Iguaçu e, também, de São João de Meriti, onde o peso da tarifa sobre a renda passa de 28%.
Ao todo, a nova edição do Mapa da Desigualdade reúne 40 indicadores sobre os 22 municípios da Região Metropolitana. O estudo é organizado em quatro eixos: justiça racial, justiça de gênero, justiça climática e justiça econômica.
