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Saúde

Morte de enfermeira em lua de mel acende alerta para alergia alimentar

Caso ocorrido em Portugal destaca os riscos da contaminação cruzada e a necessidade de diagnóstico e planos de ação rápidos

2 min

23/10/2026 14:45 • Atualizado há 5 horas

Morte de enfermeira em lua de mel acende alerta para alergia alimentar

A morte de uma enfermeira do Distrito Federal durante sua viagem de lua de mel em Portugal, decorrente de uma reação alérgica grave, evidencia os riscos associados às alergias alimentares e a urgência de preparo em estabelecimentos comerciais e serviços de atendimento. O episódio trágico serve de alerta para a gravidade da contaminação cruzada em refeições fora de casa.

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Segundo a alergista e imunologista Liziane Nunes, especialista em alergia alimentar do IFF/Fiocruz, o quadro ocorre quando o sistema imunológico reage de forma inadequada à proteína de um alimento.

"Em determinados casos, pode ser até a outros componentes em si, a proteína", explica em entrevista a Bandcom.br.

A médica pontua que a evolução para a anafilaxia compromete dois ou mais sistemas do organismo, como a pele, a parte respiratória e o trato gastrintestinal. "Esses sintomas podem levar a essa grande dificuldade respiratória, o inchaço na região ali de garganta, uma queda na nossa pressão, placas vermelhas pelo corpo, e isso pode evoluir até uma parada cardiorrespiratória", alerta.

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Diagnóstico preciso e prevenção de riscos

Para evitar episódios fatais, o primeiro passo fundamental é a obtenção de um diagnóstico correto realizado por um especialista. Liziane Nunes destaca que a avaliação profissional evita restrições alimentares desnecessárias e o medo exacerbado. Uma vez confirmado o diagnóstico, o paciente deve adotar uma leitura atenta de rótulos e prevenir a contaminação cruzada.

A especialista enfatiza que os restaurantes precisam estar cientes da gravidade para realizar o preparo de alimentos de forma isolada. Além disso, ambientes com grande circulação de público devem contar com equipes preparadas."Restaurantes, ambientes como estádios, shows, escolas, precisam de estar preparados para o reconhecimento desses sintomas e também munidos da medicação necessária para uma reversão", afirma.

A importância da ação imediata

O tratamento precoce é o principal fator para salvar vidas em casos de anafilaxia. A médica ressalta que o paciente diagnosticado deve portar um plano de ação detalhado e contar com a adrenalina autoinjetável.

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"Ela é o único medicamento de primeira linha capaz de reverter rapidamente ali uma anafilaxia", reforça, alertando sobre o erro comum de confiar em antialérgicos e corticoides para substituir a medicação de emergência. Diante de qualquer sinal, a orientação é buscar atendimento médico imediato e evitar monitorar os sintomas por conta própria.

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