Morte de Giane Alves: infarto em jovens acende alerta médico
A morte da modelo baiana Giane Alves, ocorrida aos 32 anos em decorrência de um infarto agudo do miocárdio após levar o filho para uma consulta de rotina,

Reprodução/Instagram @giane.alves
A morte da modelo baiana Giane Alves, ocorrida aos 32 anos em decorrência de um infarto agudo do miocárdio após levar o filho para uma consulta de rotina, comove o país e traz à tona um debate urgente sobre a incidência de doenças cardiovasculares em pessoas jovens. O caso serve como um importante gancho para que especialistas alertem que o infarto e a parada cardíaca não são problemas restritos à terceira idade, atingindo também adultos em plena atividade e mulheres que muitas vezes não se consideram integrantes de grupos de risco.
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A cardiologista intervencionista Denise Machado de Oliveira Pellegrini, diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), explica que o infarto ocorre quando há o bloqueio de uma artéria coronária, impedindo que o músculo cardíaco receba oxigênio e sangue adequado.
Segundo a especialista, o quadro figura entre as principais causas de morte súbita e exige atendimento imediato.
"O infarto agudo do miocárdio acontece quando uma artéria do coração é bloqueada e o músculo cardíaco deixa de receber sangue. É uma das principais causas de morte súbita cardíaca e pode atingir pessoas jovens, inclusive mulheres, que muitas vezes não se enxergam como grupo de risco. Cada minuto até o atendimento faz diferença", afirma a médica.
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Sinais de alerta que não devem ser ignorados por jovens
A cardiologista destaca que os sintomas de problemas cardíacos em jovens e mulheres podem diferir do clássico aperto no peito associado ao público masculino. Manifestações como falta de ar desproporcional ao esforço, suor frio, náuseas, tonturas, palpitações, desmaios e cansaço excessivo costumam ser subestimadas no cotidiano devido à rotina intensa e ao estresse.
"Nas mulheres, os sintomas podem ser menos típicos do que a dor forte no peito que todos imaginam. Com a rotina intensa, o estresse e as demandas da maternidade, tudo isso acaba sendo atribuído ao cansaço. Um sintoma persistente ou que surge de forma inesperada não deve ser normalizado", ressalta a especialista.
Além disso, períodos de transição biológica, como a gestação e o pós-parto, demandam atenção redobrada devido às intensas adaptações hormonais e hemodinâmicas pelas quais o organismo feminino passa, tornando o sistema cardiovascular mais vulnerável.
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A recomendação médica é manter um diálogo aberto com profissionais de saúde e investigar qualquer sinal atípico sem hesitação.
