MPRJ aponta risco sanitário em crise de coleta de lixo em Petrópolis
Acúmulo de lixo em vias públicas na cidade é alvo de constantes reclamações dos moradores

MPRJ aponta risco sanitário coletivo em crise de coleta de lixo em Petrópolis
Reprodução
Um relatório técnico produzido pelo Ministério Público do Rio aponta que a crise da coleta seletiva de lixo em Petrópolis, na Região Serrana, caracteriza uma situação de risco sanitário coletivo. O acúmulo de lixo em vias públicas na cidade é alvo de constantes reclamações dos moradores.
Continua depois da publicidade
No documento, assinado por uma técnica pericial do Grupo de Apoio Técnico Especializado, o Ministério Público conclui que houve falha "parcial e relevante" na prestação do serviço público de coleta de resíduos sólidos urbanos no município, principalmente durante os meses de novembro e dezembro de 2024.
O órgão aponta, ainda, para registros de acúmulo anormal de lixo em vias públicas e evidências de "deficiência operacional decorrente de dificuldades contratuais e financeiras relacionadas à execução dos serviços."
O assunto foi abordado em uma audiência realizada pela Justiça nesta segunda-feira (26), marcada pelo juiz Jorge Luiz Martins Alves após os resultados apresentados no relatório, que foi anexado ao processo.
Continua depois da publicidade
Enquanto o caso corre na Justiça, moradores seguem enfrentando dificuldades com lixo acumulado em ruas de diferentes bairros. É o caso da fotógrafa Rosane Rebelo, moradora do bairro Corrêas, que afirma que o acúmulo de resíduos no município é um problema generalizado.
Segundo moradores, a irregularidade no funcionamento do serviço público se arrasta há anos.
No relatório técnico, o MPRJ destacou que, sob o aspecto sanitário, o acúmulo de resíduos favorece a proliferação de vetores e reservatórios de doenças, além de potencializar riscos de leptospirose, arboviroses e doenças gastrointestinais.
Continua depois da publicidade
Na análise ambiental, o documento ressaltou que a permanência dos resíduos em vias públicas apresenta "potencial para geração de chorume e contaminação do solo e de recursos hídricos, além de comprometer a qualidade ambiental e a salubridade urbana."
A BandNews FM procurou a Prefeitura de Petrópolis para comentar o assunto, mas ainda não teve um retorno.
