Mulher com linfedema primário faz apelo por tratamento no exterior
Leilane Reis, de 30 anos, convive com a doença desde a infância e relata dores intensas e complicações no braço direito

Leilane Reis, de 30 anos, moradora de Mata de São João (BA), convive desde a infância com uma condição rara e progressiva: o linfedema primário. Diagnosticada aos 5 anos de idade, ela enfrenta diariamente as limitações impostas pela doença, que afeta seu braço direito e, segundo relato, tem se agravado ao longo dos anos.
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Conhecida na região como “Moça”, Leilane afirma que, além do inchaço característico do linfedema, passou a sofrer com dores intensas nas costas e na coluna. Ela também relata complicações vasculares, como o rompimento de veias no braço afetado.
“Desde pequena eu luto com isso. Hoje sinto muita dor na coluna, e meu braço já teve duas veias rompidas”, contou.
Diante da evolução do quadro e da dificuldade em encontrar alternativas eficazes de tratamento no Brasil, Leilane faz um apelo para conseguir atendimento fora do país. Segundo ela, médicos já confirmaram o diagnóstico como linfedema primário, mas novas complicações vêm surgindo com o passar do tempo.
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“Eu queria ir para fora do país para poder continuar meu tratamento, porque aqui não tem solução para o meu caso”, afirmou.
A paciente pede ajuda para que sua história ganhe visibilidade e alcance pessoas que possam contribuir com o tratamento, seja por meio de apoio financeiro ou encaminhamento médico. “Eu só queria que compartilhassem esse vídeo, que chegasse a pessoas maiores, que possam me ajudar”, disse.
O que é o linfedema primário?
O linfedema primário é uma doença crônica causada por uma falha no desenvolvimento do sistema linfático, responsável por drenar líquidos do corpo. Essa falha provoca o acúmulo de linfa, levando ao inchaço — geralmente em braços ou pernas — e podendo causar dor, infecções recorrentes e limitação de movimentos.
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Diferente do linfedema secundário, que pode surgir após cirurgias ou tratamentos como radioterapia, o linfedema primário tem origem genética e costuma se manifestar ainda na infância ou adolescência.
Embora não tenha cura, o tratamento pode incluir fisioterapia especializada, drenagem linfática, uso de compressão e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas. O acompanhamento adequado é fundamental para evitar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Enquanto busca alternativas, Leilane segue enfrentando os desafios diários impostos pela condição e reforça o pedido por ajuda para dar continuidade ao tratamento.
