Saúde

Carnaval 2026: como evitar o HIV, Sífilis e HPV durante os dias de folia

Apesar de comuns em qualquer época, as Infecções Sexualmente Transmissíveis encontram "terreno fértil" no carnaval; entenda como usar a prevenção combinada a seu favor

Da redação
DA REDAÇÃO

22/01/2026 • 16:38 • Atualizado em 22/01/2026 • 16:38

Especialista dá dicas para evitar IST no carnaval

Especialista dá dicas para evitar IST no carnaval

Gov.br

O Carnaval é sinônimo de festa, mas o aumento do consumo de álcool e a multiplicidade de parcerias sexuais costumam levar ao descuido com a saúde. De acordo com o médico Celso Granato, infectologista e diretor Clínico do Grupo Fleury, as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) exigem atenção redobrada não apenas nos blocos, mas em todos os momentos de intimidade. Confira as principais recomendações para curtir a folia com responsabilidade e segurança:

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1. Preservativo: barreira essencial

A camisinha segue como um dos métodos mais eficazes. Ela protege contra HIV, sífilis, gonorreia e hepatites.

Atenção ao uso: Verifique sempre a data de validade e siga as instruções para evitar rompimentos ou vazamentos.

Variedade: Existem opções de uso interno e externo. Escolha a que melhor se adapta a você.

Outros cuidados: Não compartilhe seringas ou objetos cortantes. Em estúdios de tatuagem ou manicures, certifique-se de que os materiais sejam descartáveis ou esterilizados para evitar hepatites B e C.

2. Entenda as principais ISTs e seus riscos

HIV

O vírus é transmitido pelo contato sexual e pelo sangue.

Mito vs. Verdade: Não se transmite HIV por copos, talheres ou vasos sanitários.

Indetectável = Intransmissível: Pessoas sob tratamento adequado, com carga viral indetectável, não transmitem o vírus sexualmente. O risco reside no desconhecimento do diagnóstico ou na falta de tratamento.

Sífilis

Causada pela bactéria Treponema pallidum, pode se manifestar semanas após o contágio ou ser assintomática.

Transmissão: Ocorre pelo contato entre mucosas, mesmo sem penetração ou ejaculação.

Alerta: Pode ser transmitida até pelo beijo, caso haja uma lesão ativa na boca.

HPV (Vírus do Papiloma Humano)

Manifesta-se através de verrugas (condilomas) ou lesões invisíveis a olho nu.

Prevenção: A camisinha é importante, mas não protege 100%, pois o vírus pode estar em áreas não cobertas (como vulva ou escroto).

Vacina: É a forma mais eficaz de proteção.

Diagnóstico: Exames de PCR podem detectar o vírus e identificar o risco de câncer de colo de útero ou anal.

Clamídia e gonorreia

Bactérias que causam inflamações (uretrites e vaginites) e podem levar à infertilidade se não tratadas.

Sintomas em mulheres: Corrimento amarelado, dor e sangramento no sexo ou ao urinar.

Sintomas em homens: Ardor ao urinar e corrimento com pus.

3. Prevenção combinada: estratégia moderna

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde brasileiro defendem a Prevenção Combinada. Ela vai além do preservativo e inclui:

Informação de qualidade;

Testagem regular;

Vacinação (como para HPV e Hepatite B);

Medicamentos preventivos (como PrEP e PEP);

Tratamento imediato dos infectados.

"Essa estratégia permite que cada indivíduo tenha autonomia para escolher o método que melhor se adapta à sua realidade, aumentando a eficiência da proteção", afirma o Celso Granato.

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