Saúde

Rastreamento para câncer colorretal pode ser implementado no SUS

Especialistas propõem testagem bienal para pessoas entre 50 e 75 anos; diretriz recebeu parecer favorável da Conitec e seguirá para consulta pública

Da redação
DA REDAÇÃO

19/03/2026 • 17:48 • Atualizado em 19/03/2026 • 17:48

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Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) pode implementar um novo programa de rastreamento organizado para o câncer colorretal, doença que atinge o intestino grosso e o reto. A proposta, elaborada por especialistas, recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e passará por consulta pública antes da decisão definitiva do Ministério da Saúde.

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A nova diretriz recomenda que pessoas entre 50 e 75 anos, sem fatores de risco ou sintomas, realizem o teste imunoquímico para detecção de sangue oculto nas fezes a cada dois anos. Caso o resultado seja positivo, o protocolo prevê o encaminhamento para colonoscopia para identificar a causa do sangramento e iniciar o tratamento precocemente.

Prevenção e diagnóstico precoce

Diferente de outros tipos de rastreamento, como o de mama ou próstata, o exame colorretal permite identificar lesões pré-cancerosas antes que a doença se instale. De acordo com o epidemiologista do Inca, Arn Migowski, o objetivo é reduzir tanto a mortalidade quanto o número de novos casos. Atualmente, estima-se que as mortes por esse câncer possam triplicar até 2030 devido ao diagnóstico tardio.

A implementação no sistema público deve ocorrer de forma escalonada para garantir que a rede suporte a nova demanda sem prejudicar pacientes que já apresentam sintomas. O modelo organizado prevê a convocação ativa do público-alvo e o acompanhamento integral do paciente em todas as etapas do exame e tratamento especializado.

Sinais de alerta e procedimentos

O câncer de intestino costuma ser silencioso em estágios iniciais, apresentando sangramento muitas vezes invisível a olho nu. Durante a colonoscopia, médicos podem identificar e retirar pólipos adenomatodos — protuberâncias que antecedem o câncer — impedindo a progressão da enfermidade.

A campanha Março Azul reforça a necessidade de atenção a sinais que indicam estágios mais avançados da doença:

  • Sangramento oculto que causa anemia, fraqueza e cansaço.
  • Emagrecimento sem causa aparente e dor abdominal.
  • Mudança no hábito intestinal e fezes mais estreitas ("em fita"), que podem indicar obstrução pelo crescimento do tumor.

A recomendação médica geral é que a colonoscopia seja realizada preventivamente por todas as pessoas a partir dos 45 anos.

Com informações da Agência Brasil