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Agência Brasil
O Sistema Único de Saúde (SUS) pode implementar um novo programa de rastreamento organizado para o câncer colorretal, doença que atinge o intestino grosso e o reto. A proposta, elaborada por especialistas, recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e passará por consulta pública antes da decisão definitiva do Ministério da Saúde.
A nova diretriz recomenda que pessoas entre 50 e 75 anos, sem fatores de risco ou sintomas, realizem o teste imunoquímico para detecção de sangue oculto nas fezes a cada dois anos. Caso o resultado seja positivo, o protocolo prevê o encaminhamento para colonoscopia para identificar a causa do sangramento e iniciar o tratamento precocemente.
Prevenção e diagnóstico precoce
Diferente de outros tipos de rastreamento, como o de mama ou próstata, o exame colorretal permite identificar lesões pré-cancerosas antes que a doença se instale. De acordo com o epidemiologista do Inca, Arn Migowski, o objetivo é reduzir tanto a mortalidade quanto o número de novos casos. Atualmente, estima-se que as mortes por esse câncer possam triplicar até 2030 devido ao diagnóstico tardio.
A implementação no sistema público deve ocorrer de forma escalonada para garantir que a rede suporte a nova demanda sem prejudicar pacientes que já apresentam sintomas. O modelo organizado prevê a convocação ativa do público-alvo e o acompanhamento integral do paciente em todas as etapas do exame e tratamento especializado.
Sinais de alerta e procedimentos
O câncer de intestino costuma ser silencioso em estágios iniciais, apresentando sangramento muitas vezes invisível a olho nu. Durante a colonoscopia, médicos podem identificar e retirar pólipos adenomatodos — protuberâncias que antecedem o câncer — impedindo a progressão da enfermidade.
A campanha Março Azul reforça a necessidade de atenção a sinais que indicam estágios mais avançados da doença:
- Sangramento oculto que causa anemia, fraqueza e cansaço.
- Emagrecimento sem causa aparente e dor abdominal.
- Mudança no hábito intestinal e fezes mais estreitas ("em fita"), que podem indicar obstrução pelo crescimento do tumor.
A recomendação médica geral é que a colonoscopia seja realizada preventivamente por todas as pessoas a partir dos 45 anos.
Com informações da Agência Brasil

