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Saúde

Nova classificação de infarto: o que muda na forma de diagnosticar a doença

Sociedades de cardiologia simplificam tipos de ataque cardíaco e ajustam níveis da proteína troponina para evitar falhas

2 min

02/09/2026 17:02 • Atualizado há 52 dias

Novas diretrizes estabelecidas por sociedades de cardiologia da Europa e dos Estados Unidos mudaram a forma como o infarto é classificado globalmente.

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O modelo anterior, que dividia o evento em cinco subtipos, foi reduzido para três categorias principais baseadas na origem do problema:

  • o primário, associado a alterações nas artérias coronárias e ligado a fatores como obesidade e tabagismo;
  • o secundário, provocado quando a demanda de oxigênio do coração supera a capacidade do organismo, comum em quadros de diabetes ou asma
  • o decorrente de procedimentos cardíacos realizados nos trinta dias anteriores.

A simplificação tem como objetivo padronizar a comunicação entre equipes médicas, hospitais e instituições internacionais, facilitando o mapeamento estatístico e a formulação de políticas públicas de saúde.

Análise da troponina em públicos femininos

Outra mudança de grande impacto clínico envolve a análise da troponina, proteína liberada na corrente sanguínea quando o tecido cardíaco sofre danos.

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Pela nova norma, o resultado elevado do exame de sangue não deve ser avaliado de forma isolada, mas obrigatoriamente associado a sintomas e quadros clínicos.

A atualização traz melhorias fundamentais para o público feminino. Os parâmetros de referência para os níveis de troponina passam a ser diferenciados entre homens e mulheres.

Historicamente, pacientes mulheres que apresentavam a proteína alterada, mas abaixo do antigo índice de corte universal, recebiam alta médica prematuramente sem a devida investigação, o que resultava em novos eventos cardíacos em ambiente doméstico.

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Sintomas mudam conforme o gênero

Especialistas reforçam que os sintomas de infarto também variam conforme o gênero. Enquanto homens tendem a manifestar sinais mais clássicos, como dor aguda no peito e formigamento no braço esquerdo, as mulheres frequentemente apresentam sintomas mais sutis e intermitentes, como dores confundidas com desconfortos abdominais, náuseas e dificuldades de raciocínio.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia ressalta a importância de atenção redobrada aos sinais de alerta, especialmente durante a perimenopausia, período em que alterações hormonais influenciam o sistema cardiovascular.

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