Novos remédios e biossimilares avançam no combate ao câncer de mama
O tratamento do câncer de mama ganha novas alternativas terapêuticas com a chegada de medicamentos inovadores e a aprovação de versões biossimilares no
O tratamento do câncer de mama ganha novas alternativas terapêuticas com a chegada de medicamentos inovadores e a aprovação de versões biossimilares no Brasil. As novidades científicas fortalecem o combate a subtipos agressivos da doença e abrem caminho para reduzir custos na assistência oncológica.
Continua depois da publicidade
A ampliação das opções terapêuticas acompanha um cenário de alta incidência no país. O Instituto Nacional de Câncer estima o registro de mais de 78 mil novos diagnósticos da neoplasia entre 2026 e 2028.
Quando o tumor é descoberto e tratado em estágio inicial, as chances de cura chegam a 95%. Contudo, especialistas alertam para a necessidade de atenção contínua de mulheres de diferentes faixas etárias.
A mastologista Karina Belickas afirma que ainda existe a percepção equivocada de que a enfermidade atinge apenas mulheres mais velhas. Por conta desse mito, muitas jovens não acreditam na possibilidade de desenvolver a condição e deixam de procurar auxílio médico precocemente.
Continua depois da publicidade
A nutricionista Ana Carolina Moraes descobriu um tumor agressivo HER2-positivo em 2019, quando cuidava do primeiro filho de 2 anos. Diante do quadro, a evolução rápida das terapias biológicas direcionadas transformou o prognóstico do caso e permitiu a cura clínica da paciente.
Quimioterapia inteligente e biossimilares
Entre as principais inovações contra as células tumorais estão os conjugados anticorpo-fármaco, conhecidos pela sigla ADCs. A tecnologia funciona como uma espécie de quimioterapia inteligente.
Nesse método, os anticorpos identificam e se fixam a proteínas específicas localizadas na superfície da célula cancerosa. A carga citotóxica é liberada diretamente no interior da estrutura celular, destruindo o tumor sem causar grandes danos aos tecidos saudáveis ao redor.
Continua depois da publicidade
A repórter Olívia Freitas aponta que, ao mesmo tempo em que novas moléculas chegam à prática clínica, remédios já consagrados passam a contar com concorrência no mercado farmacêutico. O movimento decorre do vencimento de patentes de grandes fabricantes internacionais.
Com o encerramento da proteção de exclusividade da fórmula do medicamento de referência Perjeta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o registro do Poherdy. O fármaco é uma versão biossimilar que utiliza o princípio ativo pertuzumabe, indicado para tumores HER2-positivo.
A oncologista Juliana Pimenta ressalta que o fim da patente viabiliza a produção do composto por outras indústrias farmacêuticas. Essa abertura estimula a queda de preços no mercado de saúde e amplia o acesso de pacientes a terapias biológicas de alta eficácia.
Continua depois da publicidade
Superação além do diagnóstico
Após a conclusão dos ciclos de tratamento oncológico, Ana Carolina Moraes superou os prognósticos adversos e as sequelas reprodutivas comuns da quimioterapia. Aos 43 anos, ela deu à luz Helena, sua segunda filha.
Para a nutricionista, relatos de recuperação e o nascimento da criança simbolizam uma mensagem de esperança para mulheres que iniciam o tratamento. A expansão de alternativas terapêuticas reforça a importância do acesso rápido a exames clínicos e laboratoriais em todo o território nacional.
