OMS lança primeiras diretrizes globais para o combate à obesidade infantil
O cuidado com a introdução alimentar desde os primeiros anos é apontado como uma das principais ferramentas de prevenção
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou alerta de que a obesidade infantil quadruplicou mundialmente desde a década de 1990, atingindo índices alarmantes entre crianças, adolescentes e jovens de 5 a 19 anos, com a prevalência global saltando de 2% para 8%. Diante desse cenário, o órgão internacional lançou diretrizes inéditas voltadas para o manejo e prevenção do sobrepeso e da obesidade na infância e adolescência.
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O cuidado com a introdução alimentar desde os primeiros anos de vida é apontado por especialistas como uma das principais ferramentas de prevenção. O acompanhamento nutricional e o estímulo a uma dieta variada, rica em frutas, legumes, arroz, feijão, carnes e ovos, ajudam a construir hábitos saudáveis de longo prazo. No entanto, o desafio vai além do ambiente doméstico e exige estrutura familiar e horários organizados para as refeições, de forma que a criança siga uma rotina alimentar sem estresse ou caráter punitivo.
Novas recomendações da OMS
Para o tratamento e controle da obesidade em jovens, as diretrizes da OMS priorizam a abordagem comportamental e integrada. A organização recomenda a combinação de reeducação alimentar, prática regular de atividade física e suporte psicológico ou comportamental, sempre com acompanhamento de profissionais especializados.
Um ponto de destaque nas novas normas restringe intervenções mais invasivas: para menores de 10 anos, a OMS não recomenda o uso de medicamentos, cirurgia bariátrica ou dispositivos voltados para a perda de peso, reforçando o foco em mudanças sustentáveis no estilo de vida.
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Cenário legislativo no Brasil
No âmbito nacional, o combate à obesidade infantil também movimenta o poder legislativo. Um projeto em análise no Senado brasileiro propõe a proibição da venda de alimentos ultraprocessados nas cantinas de escolas, tanto da rede pública quanto da privada. Além disso, a proposta prevê a obrigatoriedade da oferta diária de pelo menos uma opção de lanche saudável nas instituições de ensino, visando proteger a saúde alimentar dos estudantes durante o período escolar.
