Participação social pode melhorar a saúde, mas adesão é baixa, mostra TJCC
Apesar de 89% dos entrevistados acreditarem no potencial da inclusão, apenas 64% já atuaram coletivamente

A participação em decisões políticas e sociais é peça importante na manutenção da saúde pública, é o que diz uma pesquisa realizada pelo Movimento Todos Juntos contra o Câncer, com mais de 200 participantes, divulgada na abertura da 13ª edição do Congresso Todos Juntos Contra o Câncer, em São Paulo.
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De acordo com o levantamento, 89% dos entrevistados acreditam que a participação na coletividade social pode melhorar a saúde e a realidade das pessoas. O número contrasta com 10% que consideram que ela pode contribuir apenas em parte, enquanto 1% não soube opinar sobre o assunto.
O envolvimento social está previsto na Constituição Federal e integra a própria estrutura das políticas públicas de saúde no Brasil. Entretanto, apesar da importância, segundo a médica sanitarista Catherine Moura, CEO da Abrale, Associação Brasileira de Câncer do Sangue, e líder do Movimento TJCC, “Para que a participação social seja efetiva, as pessoas precisam conhecer os espaços existentes, entender como eles funcionam e ter condições de participar de forma qualificada”.
Dessa forma, quando perguntados sobre as próprias experiências, 35% dos entrevistados afirmaram nunca ter tido experiências em participações sociais. Apesar disso, entre estes que nunca tiverem participação, 86% ainda afirmaram acreditar no potencial para transformar a saúde. Por outro lado, 64% afirmaram já ter participado ou utilizado algum espaço na participação social.
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Segundo o TJCC, o resultado da pesquisa reforça que as pessoas querem ser ouvidas e acreditam que podem contribuir para melhorar a saúde, além de ampliar o acesso à informação e aos caminhos de participação pode fazer com que mais cidadãos façam parte dessas decisões.
