Planos de saúde serão obrigados a cobrir mamografia sem limite de idade
Novas regras da ANS ampliam a obrigatoriedade da cobertura do exame para pacientes de todas as idades

A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exames de mamografia digital para pacientes de qualquer idade e gênero, desde que haja requisição médica. A nova norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) representa uma ampliação importante no acesso ao exame, que é fundamental para a detecção precoce do câncer de mama.
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Segundo especialistas, a medida beneficia especialmente pessoas fora da faixa etária tradicionalmente indicada para o procedimento, como mulheres com menos de 40 anos ou acima dos 70 anos. Até então, as operadoras podiam negar a cobertura para pacientes mais jovens ou idosas, mesmo diante de indicação médica baseada em histórico familiar ou suspeita clínica.
O caso de Carolina Cury mostra a importância da mudança. Aos 36 anos, ela percebeu alterações na mama e precisou insistir para conseguir realizar o diagnóstico, já que estava abaixo do corte etário de 40 anos estabelecido anteriormente pelas regras padrão. "Nós conseguimos identificar a doença na fase inicial e fazer um tratamento muito mais brando, dentro de tudo o que poderia acontecer", relatou Carolina, destacando que o diagnóstico precoce foi determinante para o sucesso do processo terapêutico.
A nova regra também estende a segurança para pacientes do sexo masculino, já que, embora raro, o câncer de mama também pode acometer homens. Até então, a obrigatoriedade da cobertura era restrita a mulheres dentro de uma faixa etária específica. No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento preventivo regular foca no público feminino de 40 a 74 anos.
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O câncer de mama permanece como a principal causa de morte por tumores entre mulheres no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a projeção aponta para dezenas de milhares de novos casos anuais no país. "Se o tratamento é feito precocemente, as chances de cura dessa paciente são muito elevadas graças a esse exame", afirma o médico Abraão Dornellas.
Reforçando o apelo pela conscientização, Carolina resume o impacto de ter tido acesso rápido ao diagnóstico: "Eu estou aqui para contar essa história, falar para mais mulheres e curtir minha família". Especialistas ressaltam que a tecnologia digital possui alta capacidade técnica para identificar lesões milimétricas, aumentando expressivamente as taxas de sobrevida.
Com a nova determinação da ANS, a expectativa do setor médico é de que barreiras burocráticas sejam eliminadas, garantindo rastreamento ágil e efetivo para salvar vidas em todas as fases da vida.
