Primavera aumenta crises de alergia ao pólen; veja como prevenir
Entre 20% e 25% dos moradores do Sul têm sensibilidade ligada a flores e plantas

A chegada da primavera nesta terça-feira (22) aumenta a atenção para as chamadas alergias sazonais. Com maior circulação de pólen, poeira e ácaros no ar, pessoas com rinite, conjuntivite, asma e polinose podem apresentar piora dos sintomas.
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Na região Sul, a estimativa apresentada pelo Centro Universitário Integrado, de Campo Mourão, é de que 20% a 25% da população tenha algum tipo de sensibilidade relacionada às flores e plantas.
O pólen liberado por gramíneas, como o azevém, além de árvores como ipês, carvalhos, pinheiros e ciprestes, pode provocar uma reação inflamatória ao entrar em contato com as mucosas.
Entre os sintomas mais comuns estão espirros, coriza, congestão nasal, coceira no nariz e na garganta, olhos vermelhos e lacrimejantes, tosse, chiado no peito e falta de ar.
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Fisioterapia respiratória pode ajudar na prevenção
De acordo com o professor do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão, Anderson Brandão dos Santos, os cuidados podem começar antes do aparecimento das crises.
“Em vez de esperar as crises acontecerem, é possível iniciar os cuidados de saúde desde já, por meio da fisioterapia respiratória. A especialidade ajuda na prevenção, no tratamento e na reabilitação de diferentes disfunções do sistema pulmonar”, explica.
A fisioterapia respiratória não é utilizada apenas para ajudar na eliminação de secreções. Segundo o professor, o acompanhamento também pode auxiliar na ventilação pulmonar, na capacidade física e na recuperação da funcionalidade do paciente.
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“Ela é uma importante aliada quando a condição provoca alterações na ventilação, presença de catarro ou redução da capacidade física. Avaliando cada indivíduo de forma personalizada, é possível definir as melhores estratégias para contornar o desconforto”, afirma.
Quais alergias podem aparecer na primavera?
A maior exposição ao pólen pode desencadear diferentes reações.
A rinite sazonal, também chamada de febre do feno, pode causar espirros frequentes, coriza, congestão nasal e coceira.
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A conjuntivite pode provocar vermelhidão, lacrimejamento, inchaço e sensação de areia nos olhos.
Em pessoas predispostas, a exposição também pode piorar quadros de asma, provocando tosse, chiado no peito e falta de ar.
Já a polinose é o nome dado ao quadro inflamatório relacionado à exposição ao pólen, que pode apresentar sintomas recorrentes durante os períodos de maior polinização.
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Benefícios da fisioterapia respiratória
Segundo Anderson Brandão dos Santos, a fisioterapia respiratória pode ser indicada para diferentes idades e condições clínicas.
Entre os benefícios citados estão melhora da ventilação pulmonar, redução do esforço para respirar, auxílio na eliminação de secreções, fortalecimento da musculatura torácica e aumento da tolerância aos esforços do dia a dia.
“Enquanto a eliminação de fluidos retidos pode apresentar alívio imediato já na primeira sessão, a reabilitação de fraquezas musculares exige um trabalho progressivo, dependendo da gravidade e da idade”, ressalta.
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A técnica também pode ser utilizada em pacientes com doenças respiratórias crônicas, infecções agudas, durante a recuperação de cirurgias e em pessoas que permanecem internadas ou acamadas por longos períodos.
Idosos exigem atenção maior
O envelhecimento pode provocar redução da força muscular e da reserva funcional do organismo, tornando os cuidados respiratórios ainda mais importantes.
Para pacientes idosos e acamados, o acompanhamento também busca preservar a capacidade de movimentação e a autonomia.
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“Nosso objetivo não é olhar apenas para a quantidade de ar que entra e sai dos pulmões. Devemos pensar no indivíduo de maneira global: respirar melhor para conseguir se movimentar bem, realizar suas atividades e preservar sua autonomia”, afirma Anderson.
