Quando suor excessivo e odor nas axilas indicam hiperidrose ou bromidrose
Transpirar é uma resposta natural do organismo, especialmente diante do calor ou da atividade física. Para algumas pessoas, no entanto, o suor aparece em

Transpirar é uma resposta natural do organismo, especialmente diante do calor ou da atividade física. Para algumas pessoas, no entanto, o suor aparece em intensidade desproporcional, inclusive durante o repouso. Em outros casos, a principal queixa não é a quantidade de transpiração, mas um odor persistente nas axilas.
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São situações diferentes, embora possam ocorrer simultaneamente. A primeira pode estar relacionada à hiperidrose; a segunda, à bromidrose. Entre as alternativas disponíveis para determinados quadros axilares está uma tecnologia que utiliza energia de micro-ondas (termólise por micro-ondas) para atuar localmente nas glândulas envolvidas na produção de suor e de secreções relacionadas ao odor.
Cirurgião torácico com atuação em Belo Horizonte, Rafael Godoy, CRM-MG 45.792 e RQE 38.962, dedica-se principalmente ao tratamento da hiperidrose e da bromidrose. Segundo ele, antes de discutir qualquer procedimento, é necessário compreender qual é a queixa predominante, a região afetada e o impacto dos sintomas na rotina.
Hiperidrose e bromidrose não são a mesma condição
Na hiperidrose, a transpiração ocorre além do necessário para o controle da temperatura corporal. O problema pode se manifestar principalmente nas axilas, mãos, pés ou face e, de acordo com Godoy, fatores emocionais também podem intensificar os episódios.
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A bromidrose, por sua vez, está relacionada ao odor. As secreções produzidas na região axilar não necessariamente apresentam cheiro por si mesmas. O odor pode surgir a partir da interação dessas substâncias com bactérias presentes na pele.
A diferença entre os dois quadros tem consequências práticas na escolha do tratamento.
“Há pacientes que apresentam hiperidrose e não têm dificuldade alguma com o odor. Também existem aqueles que sofrem com bromidrose sem produzir suor em excesso, além das pessoas que convivem com as duas condições. Por isso, entender qual é a queixa principal muda completamente a forma como avaliamos as possibilidades de tratamento.”
No caso da bromidrose, existe ainda um componente social importante. O odor corporal persistente pode ser interpretado, equivocadamente, como sinal de higiene insuficiente. Na prática clínica, Godoy relata observar justamente o contrário: pacientes que passam a intensificar de maneira significativa os cuidados pessoais.
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“Muitas dessas pessoas tomam vários banhos por dia, trocam de roupa durante o trabalho, carregam produtos de higiene e já experimentaram diferentes tipos de desodorante. Algumas começam a evitar ambientes ou situações sociais por receio do odor. Quando isso acontece, percebemos que o problema ultrapassou o desconforto físico e passou a afetar a qualidade de vida.”
Como a tecnologia de micro-ondas atua nas axilas
Entre as alternativas para casos localizados nas axilas está uma tecnologia não cirúrgica que utiliza energia de micro-ondas. O objetivo é atingir, na região tratada, glândulas écrinas e apócrinas, relacionadas respectivamente à produção de suor e a secreções que participam do processo associado ao odor axilar.
Diferentemente de uma abordagem sistêmica, a atuação é localizada. Por isso, a técnica pode ser considerada em situações nas quais a queixa predominante está concentrada nas axilas.
“A indicação pode envolver quem apresenta apenas suor excessivo, quem sofre predominantemente com bromidrose ou quem tem as duas condições. Mas não basta o paciente desejar uma determinada tecnologia. É preciso avaliar a pele, a anatomia da região, possíveis contraindicações e aquilo que realmente está causando maior impacto naquele caso.”
Outra dúvida comum diz respeito à regulação da temperatura: reduzir a transpiração nas axilas faria o organismo aumentar o suor em outros locais?
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Godoy explica que os tratamentos realizados diretamente na pele axilar atingem uma área pequena da superfície corporal e não devem ser confundidos com a simpatectomia, procedimento cirúrgico que atua sobre o nervo simpático.
“O suor compensatório está relacionado a outro mecanismo. Na simpatectomia, há uma intervenção sobre o sistema nervoso simpático e pode ocorrer aumento da transpiração em outras regiões. Quando fazemos um tratamento restrito à pele da axila, estamos falando de uma atuação local. É importante separar esses conceitos para não criar um receio que pertence a uma situação clínica diferente.”
Escolha do tratamento depende da região e do quadro clínico
A hiperidrose não possui uma única estratégia terapêutica. As opções citadas por Godoy incluem antitranspirantes específicos, tratamentos tópicos, toxina botulínica, iontoforese, medicamentos e, para pacientes selecionados, procedimentos cirúrgicos. Na região axilar, podem ser consideradas ainda técnicas que atuam diretamente nas glândulas locais, entre elas a termólise por micro-ondas.
A localização dos sintomas é um dos primeiros critérios. Quem apresenta hiperidrose predominantemente nas mãos, por exemplo, tem possibilidades distintas de alguém cuja principal dificuldade está nas axilas.
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A simpatectomia permanece entre as alternativas para determinados casos, particularmente na hiperidrose palmar, mas exige indicação cuidadosa devido à possibilidade de suor compensatório. O histórico clínico, a intensidade dos sintomas e eventuais contraindicações também interferem na decisão.
“A escolha não deve ser feita simplesmente porque uma técnica é mais recente ou ficou conhecida nas redes sociais. Primeiro precisamos entender onde está o problema e qual é a história daquele paciente. Depois, apresentamos as alternativas e discutimos riscos, limitações e benefícios esperados. Há situações em que o paciente deseja um procedimento que considero inadequado para o quadro e, nesses casos, prefiro não realizá-lo.”
Essa avaliação individual também vale para quem procura especificamente o tratamento por micro-ondas. Segundo Godoy, alterações importantes na pele ou na anatomia da região podem interferir na indicação.
Resultado não deve ser tratado como promessa
A possibilidade de uma tecnologia atuar diretamente nas glândulas axilares não significa que todos os pacientes terão a mesma resposta. No tratamento por micro-ondas, há situações em que uma segunda sessão pode ser considerada após a recuperação da região. Godoy relata que esse cenário pode ocorrer especialmente quando a queixa envolve bromidrose.
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O acompanhamento permite avaliar a resposta obtida antes de definir uma nova intervenção. Para o cirurgião, essa etapa é também uma forma de alinhar expectativas e evitar que procedimentos médicos sejam apresentados como soluções universais.
“Não existe técnica que ofereça 100% de resultado para todos. Procuro apresentar ao paciente as possibilidades de resposta, a chance de precisar de uma nova sessão e as limitações de cada alternativa. Ser claro desde o início é essencial para que ele participe da decisão sabendo o que pode esperar daquele tratamento.”
A mesma cautela vale para informações encontradas na internet. Suor excessivo e odor persistente podem carregar constrangimento e fazer com que algumas pessoas tentem diferentes soluções por conta própria antes de procurar avaliação especializada.
Para Godoy, parte do atendimento está justamente em retirar esses sintomas do campo da vergonha e colocá-los no campo da saúde.
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“Quando alguém passa a escolher a roupa pensando no suor, evita cumprimentar outra pessoa ou deixa de participar de situações sociais por medo do odor, existe um impacto real. O paciente precisa conseguir falar sobre isso sem constrangimento, porque compreender como aquilo interfere na vida dele também faz parte da avaliação.”
Quem é Rafael Godoy
Mineiro de Belo Horizonte, Rafael Godoy Castro Barbosa construiu sua formação médica na capital, onde se graduou pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Depois da faculdade, seguiu o caminho da cirurgia: fez residência em Cirurgia Geral na Rede Mater Dei, especialização em Cirurgia Torácica no Hospital Vera Cruz e aprofundou a formação no IPSEMG, com residência em Cirurgia Torácica e Endoscopia Respiratória. Ao longo da carreira, também esteve à frente da coordenação de serviços de cirurgia torácica em hospitais de Belo Horizonte.
A atualização científica acompanha esse percurso. Godoy é membro associado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica e integra a International Society of Sympathetic Surgery, sociedade internacional dedicada ao estudo das intervenções sobre o sistema nervoso simpático.
Atualmente, atua em Belo Horizonte com atenção especial à hiperidrose e à bromidrose, condições que passaram a ocupar espaço central em sua prática. No consultório, defende uma condução baseada em escuta, informação e decisão compartilhada: antes de indicar um procedimento, procura compreender de que maneira o suor ou o odor interferem na rotina do paciente, apresentar as alternativas disponíveis e esclarecer também seus limites. Para Godoy, especialmente diante de queixas cercadas por constrangimento e impacto na autoestima, uma consulta não deve ser conduzida com pressa.
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Rafael Godoy – Cirurgião Torácico | CRM-MG 45.792 | Cirurgia Geral – RQE 38961 | Cirurgia Torácica – RQE38962Instagram: @rafaelgodoytoracico

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