Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
00horas
:
00min
:
00seg
Saúde

Saiba como as tripulações são treinadas para emergências médicas em voos

Boeing 747-8 da Lufthansa seguia de SP para a Alemanha, mas precisou desviar para Recife (PE). Caso reforça protocolos adotados a bordo

3 min

18/05/2026 17:01 • Atualizado há 159 dias

Saiba como as tripulações são treinadas para emergências médicas em voos

O pouso não programado de um Boeing 747-800 da aérea Lufthansa no Recife (PE), após uma emergência médica a bordo na noite de sábado (16), chamou atenção pelos protocolos adotados em situações de emergência médica durante voos comerciais.

Continua depois da publicidade

O avião fazia o voo LH507, entre Guarulhos (SP) e Frankfurt, na Alemanha, quando um passageiro passou mal a bordo. Segundo dados do FlightRadar24, o quadrijato (avião equipado com quatro motores a jato) já sobrevoava o Oceano Atlântico, próximo ao arquipélago de Fernando de Noronha, quando a tripulação decidiu interromper a rota e retornar ao continente para atendimento médico.

O pouso ocorreu às 23h50 no Aeroporto Internacional do Recife, um dos terminais brasileiros certificados para receber o Boeing 747-800 devido ao seu tamanho. O paciente foi levado pela ambulância do aeroporto para um hospital da rede particular da capital pernambucana. Não há informações sobre o estado de saúde do passageiro.

Como a tripulação age em emergências médicas?

Casos de emergência médica fazem parte do treinamento obrigatório de tripulações comerciais em todo o mundo. Comissários de bordo passam por cursos e testes periódicos de primeiros socorros e são treinados para agir rapidamente em situações críticas, como desmaios, crises cardíacas, dificuldades respiratórias e outras ocorrências clínicas e psicológicas.

Continua depois da publicidade

Para atuar em casos mais severos, como em um acidente ou pouso em área não apropriada, os tripulantes são treinados com cursos de sobrevivência na selva, resistência e sobrevivência no mar, combate ao fogo e primeiros socorros pós-acidente aéreo.

Além do treinamento, aeronaves de longo curso, como o Boeing 747-8 da Lufthansa, contam com kits médicos de emergência, cilindros de oxigênio e desfibriladores automáticos a bordo.

Em muitos casos, os pilotos e comissários também pode solicitar auxílio de passageiros com formação médica presentes no voo.

Continua depois da publicidade

Paralelamente, a tripulação mantém contato remoto com equipes médicas em solo para auxiliar na tomada de decisão sobre a necessidade de um pouso imediato. A decisão leva em conta o tempo, a condição do paciente e a estrutura do aeroporto mais próximo.

No caso do último sábado (16), o protocolo para emergências médicas do aeroporto foi acionado e ambulâncias já aguardavam a aeronave próximas à pista, antes mesmo do pouso.

Segundo fontes da aviação ouvidas pela reportagem do Portal Band, a decisão de desviar um voo comercial envolve diversos fatores operacionais, sempre priorizando a segurança dos passageiros e o rápido atendimento à ocorrência.

Continua depois da publicidade

A tripulação avalia a gravidade do quadro médico, o tempo estimado até o destino original e quais aeroportos próximos possuem estrutura adequada para receber a aeronave e prestar atendimento ao passageiro.

No caso do voo LH507, Recife foi escolhido por ter capacidade operacional para receber aeronaves de grande porte, como o Boeing 747-800.

O gigante da Lufthansa

Conhecido como “Rainha dos Céus”, o Boeing 747-800 é um dos maiores aviões de passageiros do mundo. Com o tradicional “segundo andar” na parte dianteira da fuselagem, o modelo utilizado pela Lufthansa tem capacidade para 364 passageiros e impressiona pelas dimensões: são 76,3 metros de comprimento e quase 69 metros de envergadura.

Continua depois da publicidade

Atualmente, a aérea alemã é uma das poucas companhias do mundo que ainda operam regularmente o Boeing 747 com versões para passageiros.

Saiba como as tripulações são treinadas para emergências médicas em voos