Simone Mendes faz rinomodelação: entenda como funciona o procedimento
Especialista explica como funciona a rinomodelação com fios de sustentação após repercussão do visual da cantora

A recente repercussão em torno da aparição da cantora Simone Mendes sem curativos após procedimentos estéticos traz à tona o debate sobre as técnicas de harmonização orofacial. O foco central das discussões gira em torno da rinomodelação, método estético que ganha espaço nos consultórios como uma alternativa menos invasiva para modificar o contorno e a aparência do nariz sem a necessidade de cirurgias plásticas tradicionais.
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De acordo com a especialista em harmonização orofacial Simone Lima, a técnica observada no caso da artista envolve o uso de fios de sustentação, especificamente os fios de PDO (polidioxanona). O método reposiciona os tecidos moles de forma ambulatorial, atuando diretamente na elevação da ponta nasal e no disfarce de imperfeições no perfil, como a giba pronunciada.
"Esse é um procedimento feito em consultório e que tem a capacidade, sim, de melhorar um pouco o contorno do nariz", explica a especialista. No entanto, ela ressalta que o resultado varia conforme as características anatômicas individuais e o peso natural do tecido de cada paciente, não sendo indicado para todas as estruturas nasais, a exemplo de narizes com pontas muito grossas ou características negroides, onde a largura da narina permanece inalterada.
Como funciona a técnica e o período de adaptação
A técnica com fios de sustentação utiliza filamentos inseridos na pele e no subcutâneo para tracionar e fixar a ponta do nariz na posição desejada. Conforme pontua a especialista, o método possui limitações estruturais: "A gente não consegue mexer na abertura da narina; a largura da narina continua a mesma".
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Além disso, a durabilidade do resultado é temporária. Os fios de PDO são reabsorvidos pelo organismo ao longo de um período que varia de três a seis meses.
"O próprio peso do nariz vai trazer essa ponta de baixo de volta para o lugar, junto com a gravidade, especialmente se ela fizer exercícios de impacto", detalha. Para alcançar uma estabilidade maior a longo prazo, a repetição periódica do procedimento estimula a formação de um cordão fibroso de colágeno na região. Como alternativa, a mesma correção pode ser realizada com o uso de ácido hialurônico.
Cuidados, riscos e avaliação definitiva
Nas primeiras semanas após a intervenção, o processo de recuperação exige atenção redobrada aos sinais do corpo. É comum o uso de curativos nos primeiros dias para conter a tendência natural dos tecidos de retornarem à posição original.
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Profissionais costumam realizar uma sobrecorreção inicial — o que explicaria a impressão de que a ponta está temporariamente elevada ou com maior exposição das narinas —, antevendo a acomodação natural que ocorre com o tempo.
A especialista alerta que o paciente deve monitorar atentamente qualquer sinal fora da normalidade durante a fase de adaptação, que inclui inchaço, edema e vermelhidão. "É importantíssimo que se observe qualquer vermelhidão acentuada, aparecimento de vasos que não estavam na região ao redor do nariz, o que a gente chama de livedo reticular", adverte, reforçando que qualquer alteração fora dos padrões deve ser comunicada imediatamente ao profissional responsável.
A avaliação de um resultado mais estável e preditivo ocorre a partir de aproximadamente quinze dias, período em que os tecidos completam a fase inicial de cicatrização.
