Solidão é o fator que mais afeta a saúde mental, aponta pesquisa
A pesquisa, que ouviu mais de 4,6 mil pessoas em diversas regiões do país, revelou que mais de um terço dos entrevistados — equivalente a 36,5% — relatou ter
A pesquisa, que ouviu mais de 4,6 mil pessoas em diversas regiões do país, revelou que mais de um terço dos entrevistados — equivalente a 36,5% — relatou ter se sentido sozinho pelo menos uma vez nas duas semanas anteriores ao levantamento. Entre os diversos indicadores avaliados, a solidão foi o fator que apresentou maior impacto negativo nos índices de avaliação da saúde mental, aparecendo ao lado de conflitos familiares e da autoiimagen negativa.
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Segundo o psicanalista e professor da USP Christian Dunker, existe uma diferença fundamental entre o ato de estar sozinho e o sentimento de solidão. O especialista explica que o sofrimento surge quando o isolamento passa a ser encarado pelo indivíduo como uma forma de punição ou quando se inicia um ciclo repetitivo de pensamentos de evitação do contato social.
A vivência da rotina e experiências associadas
Para profissionais da área de educação, como a professora Aurora Seles, que vive sozinha há 26 anos, o equilíbrio da rotina depende da valorização do tempo dedicado ao próprio ritmo e às escolhas pessoais. Ela relata que procura ocupar os dias com leitura, viagens e interações diárias, equilibrando momentos de introspecção com o convívio com alunos e colegas.
Especialistas apontam que encontrar os amigos, praticar atividades físicas regulares e realizar trabalho voluntário estão entre as experiências associadas à redução dos impactos da solidão. O grande desafio apontado por psicólogos e pesquisadores é transformar o isolamento em um momento saudável de solitude, revalidando a importância dos laços sociais para a preservação do bem-estar emocional.
