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Thiago Froede explica a cirurgia robótica nos cânceres de próstata e rim

A cirurgia robótica passou a ocupar um espaço importante na urologia oncológica, especialmente em procedimentos realizados em regiões anatômicas de difícil

6 min

22/09/2026 09:48 • Atualizado há 1 dia

Thiago Froede explica a cirurgia robótica nos cânceres de próstata e rim

A cirurgia robótica passou a ocupar um espaço importante na urologia oncológica, especialmente em procedimentos realizados em regiões anatômicas de difícil acesso e que exigem movimentos delicados. Nos cânceres de próstata e rim, a tecnologia pode ser utilizada como ferramenta para auxiliar o cirurgião na retirada do tumor e, em situações selecionadas, na preservação de estruturas importantes para a qualidade de vida.

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A presença de uma plataforma robótica, no entanto, não determina sozinha a escolha do tratamento. Características do tumor, condições clínicas, extensão da doença e possíveis repercussões do procedimento precisam ser analisadas individualmente.

Para o urologista Thiago Froede, essa incorporação tecnológica faz parte de uma transformação mais ampla da especialidade.

“A urologia mudou muito nos últimos 20 anos porque sempre teve uma relação próxima com a inovação. Hoje, plataformas robóticas, inteligência artificial, estudos genéticos e novos tratamentos oncológicos já fazem parte dessa evolução. O mais importante é entender como cada recurso pode ser utilizado de maneira adequada para beneficiar o paciente.”

Câncer de próstata pode permanecer silencioso

Um dos desafios do câncer de próstata é justamente a possibilidade de a doença evoluir sem provocar sintomas perceptíveis nas fases iniciais. Essa característica pode levar alguns homens a adiar a avaliação médica por acreditarem que a ausência de desconforto significa ausência de doença.

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Ao mesmo tempo, sintomas urinários como redução da força do jato, aumento da frequência para urinar, urgência e necessidade de levantar durante a noite não significam necessariamente câncer. Essas manifestações podem estar relacionadas à hiperplasia prostática benigna, condição diferente do tumor maligno e associada ao envelhecimento masculino.

A distinção é importante porque medo e desinformação podem conduzir tanto à negligência quanto a interpretações precipitadas.

“O câncer de próstata e a hiperplasia prostática benigna são doenças diferentes. A hiperplasia costuma provocar sintomas urinários e pode afetar bastante a qualidade de vida. O câncer, por outro lado, pode permanecer silencioso durante muito tempo. Por isso, o acompanhamento não deve começar apenas quando o homem percebe algum sintoma.”

A avaliação preventiva precisa considerar fatores individuais e ser orientada por um profissional, sem transformar um único exame ou sintoma isolado em diagnóstico.

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Cirurgia robótica e os impactos que vão além do tumor

A próstata está localizada dentro da pelve, próxima a estruturas relacionadas ao controle urinário e à função sexual. Quando há indicação de retirada cirúrgica do órgão, o procedimento inclui também a reconstrução da via urinária, com a reconexão entre a bexiga e a uretra.

Nesse contexto, a cirurgia robótica oferece recursos que podem favorecer movimentos mais delicados em uma região de espaço reduzido. Ainda assim, o tratamento não deve ser avaliado apenas pelo aspecto técnico da operação.

Continência urinária e função sexual estão entre as maiores preocupações de muitos pacientes diante de uma cirurgia de próstata. Além das implicações físicas, essas questões podem atingir autoestima, relacionamentos e a forma como o homem encara sua própria recuperação.

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Froede defende que esse impacto precisa fazer parte da conversa antes da cirurgia.

“Quando tratamos um paciente com câncer de próstata, não podemos olhar apenas para a retirada do tumor. Muitas vezes estamos diante de um homem com vida profissional, afetiva e sexual ativa. Questões como continência e função sexual fazem parte da saúde e precisam ser consideradas no planejamento, sempre respeitando a segurança oncológica de cada caso.”

A tecnologia também costuma despertar dúvidas sobre o papel do próprio cirurgião. Apesar do nome, a cirurgia robótica não é realizada de forma autônoma por uma máquina. A plataforma é comandada pelo médico, que permanece responsável pelo planejamento e pela condução do procedimento.

Os resultados também não são idênticos para todos os pacientes. Idade, condições clínicas, características do tumor, anatomia e extensão da doença podem interferir tanto na indicação quanto na recuperação.

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Essa necessidade de individualização é uma dimensão que Froede associa diretamente ao cuidado médico.

“Nenhum paciente é igual ao outro. Podemos ter situações clínicas semelhantes, mas cada pessoa recebe e enfrenta a doença de uma maneira diferente. É preciso entender quem está diante de nós, quais são suas necessidades e como aquele tratamento vai repercutir na vida dela. O cuidado não pode ser mecânico.”

Preservação do rim amplia o debate sobre qualidade de vida

A cirurgia robótica também pode ser empregada no tratamento de determinados tumores renais. Em casos selecionados, existe a possibilidade de retirar somente a área afetada pelo câncer, preservando parte do rim saudável.

Conhecida como cirurgia renal parcial, essa abordagem busca conservar o máximo possível de tecido renal quando as características da lesão permitem essa estratégia.

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A indicação depende de elementos como tamanho, localização e relação do tumor com estruturas internas do órgão. Portanto, nem todo câncer renal pode ser tratado da mesma maneira.

“No câncer renal, existem situações em que conseguimos remover apenas o tumor e preservar o restante do rim. Isso tem importância porque não estamos pensando somente no controle da doença, mas também na manutenção da função renal ao longo da vida do paciente. A possibilidade precisa ser avaliada individualmente, de acordo com as características de cada tumor.”

Esse raciocínio mostra como a evolução cirúrgica passou a considerar não apenas a retirada de uma lesão, mas também as consequências funcionais do tratamento.

O avanço da tecnologia e a individualização do tratamento

A cirurgia é apenas uma das áreas que vêm sendo transformadas dentro da oncologia urológica. Terapias medicamentosas, imunoterapia, estudos genéticos e ferramentas associadas à inteligência artificial também começam a modificar a forma como determinados tumores são investigados e tratados.

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Segundo Froede, alguns desses avanços já permitem rever estratégias que até pouco tempo atrás dependiam de procedimentos mais extensos.

“Estamos atravessando uma mudança importante na oncologia. Novas terapias e o conhecimento cada vez maior sobre as características biológicas dos tumores permitem discutir alternativas que não existiam alguns anos atrás. Em determinados cenários, isso pode mudar a sequência do tratamento e até reduzir a necessidade de intervenções mais invasivas.”

Mesmo com o avanço das ferramentas disponíveis, a decisão clínica permanece centrada no paciente. Tecnologia, nesse sentido, não funciona como solução automática, mas como parte de um conjunto de possibilidades que precisam ser avaliadas de acordo com a doença, o estado de saúde e os objetivos de cada tratamento.

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Quem é Thiago Froede

Thiago Félix Froede construiu sua formação médica dentro da cirurgia e encontrou na urologia uma área que reunia dois aspectos que sempre o atraíram: procedimentos tecnicamente complexos e a possibilidade de acompanhar pacientes em diferentes etapas do tratamento.

Mestre em Cirurgia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveu pesquisa relacionada ao transplante renal e ao uso de tecnologias voltadas ao aprimoramento dessa área. Atualmente, está no início do doutorado e mantém vínculo com a universidade também na formação de novos médicos e especialistas em Urologia, atividade que considera parte importante de sua própria atualização profissional.

Sua atuação inclui oncologia urológica, cirurgia robótica e transplante renal. No atendimento, Froede destaca a importância de compreender não apenas a doença, mas também a forma como cada pessoa recebe um diagnóstico, lida com seus receios e projeta a própria vida depois do tratamento. Para ele, individualizar a medicina significa combinar conhecimento técnico com atenção às necessidades de quem está sendo cuidado.

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CRM: 5298789-1/RJ | RQE N.: 34033, 35721

Instagram: @drthiagofroede

Site: https://drthiagofroede.com

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Crédito: Tv Notícias Assessoria de Imprensa / Brasil News

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