Uso excessivo de celular eleva risco de lesões posturais
A presença constante dos smartphones na rotina dos brasileiros vem acompanhada de um alerta de especialistas: passar muitas horas com o aparelho nas mãos

A presença constante dos smartphones na rotina dos brasileiros vem acompanhada de um alerta de especialistas: passar muitas horas com o aparelho nas mãos todos os dias está ligado ao aumento de lesões por má postura em regiões como pescoço, coluna e punhos.
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Presença constante na rotina
De acordo com dados do IBGE, quase 90% das pessoas com mais de 10 anos têm telefone celular no Brasil. O aparelho se tornou ferramenta para comunicação, trabalho, estudo e entretenimento, o que amplia o tempo diário de exposição.
Outro levantamento citado por especialistas aponta que o brasileiro passa, em média, 9 horas e 13 minutos por dia usando o dispositivo, bem acima da média global, estimada em 6 horas e 40 minutos. Quanto maior esse período, maiores tendem a ser os impactos no corpo.
Seja para trabalho ou lazer, o uso do telefone por longos períodos pode sobrecarregar estruturas como o pescoço, a coluna e os punhos, especialmente quando a pessoa permanece na mesma posição e não faz pausas.
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Impactos no pescoço, coluna e punhos
Especialistas em ortopedia explicam que o hábito de olhar para baixo ao manusear o aparelho aumenta a pressão sobre as vértebras cervicais e exige esforço constante da musculatura do pescoço. A postura curvada também afeta a região lombar e os ombros, favorecendo dor e sensação de cansaço.
O movimento repetitivo dos dedos e o apoio inadequado das mãos podem provocar desconforto nos punhos e inflamações em tendões. Segundo o ortopedista Eduardo Novak, é preciso encarar o telefone como mais um fator de sobrecarga para o corpo e ficar atento a sinais como dor persistente e formigamento.
Cuidados para evitar lesões
Para reduzir o risco de problemas, especialistas recomendam ajustes simples na postura. Os braços devem ficar apoiados em uma mesa ou em apoio adequado e a tela precisa ficar na altura dos olhos, evitando que o pescoço permaneça curvado por muito tempo.
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Também é indicado fazer pausas regulares, alternar posições e alongar pescoço, ombros e mãos ao longo do dia. Em caso de dor frequente ou limitação de movimentos, ortopedistas orientam procurar avaliação médica para identificar possíveis lesões e receber orientação específica.
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