Vício em vape: médicos explicam riscos graves à voz e saúde
O vape mantém alta popularidade, especialmente entre o público jovem
O uso de cigarros eletrônicos, conhecidos popularmente como vape, ganhou forte repercussão nas redes sociais após um desabafo da cantora Selena Gomez. A artista relatou que o consumo frequente do dispositivo causou problemas sérios em suas cordas vocais.
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Segundo a cantora, o hábito prolongado com produtos que contêm nicotina resultou em alterações permanentes na sua capacidade vocal. O alerta mobilizou fãs e especialistas em saúde para os perigos associados ao consumo desses aparelhos.
Alerta de Selena Gomez sobre os efeitos do vape na voz
Em publicação recente nas redes sociais, Selena Gomez compartilhou sua experiência pessoal com o cigarro eletrônico. A artista afirmou que utilizou vape com alta concentração de nicotina por um longo período e que a prática afetou diretamente a sua voz.
"Eu não vou conseguir mudar a minha voz", declarou a cantora em tom de alerta aos seguidores. Ela aconselhou o público a evitar o início do vício, destacando que os danos causados à saúde e à qualidade de vida não compensam o uso recreativo dos dispositivos.
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Pesquisas e popularidade entre os jovens
O vape mantém alta popularidade, especialmente entre o público jovem, impulsionado pela falsa percepção de que seria um produto inofensivo em comparação ao cigarro tradicional. No entanto, pesquisas recentes no Brasil indicam que cerca de 30% dos entrevistados ainda acreditam nessa inocuidade, sendo comercializados inclusive com essências de sabores variados.
O médico pneumologista Bernardo Maranhão reforça a gravidade do cenário. Para o especialista, o conhecimento sobre os malefícios do cigarro eletrônico precisa se transformar em atitude prática por parte dos usuários. O médico ressalta que o dispositivo não funciona como substituto seguro do cigarro convencional e causa danos severos ao organismo.
Riscos à saúde e impactos na voz
Diferente do cigarro comum, o vape não passa por processo de combustão. Com isso, o sal de nicotina atinge o organismo em concentrações até 20 vezes maiores, gerando um grau elevado de dependência química.
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Especialistas alertam que o cigarro eletrônico contribui para o aumento de riscos de acidente vascular cerebral (AVC), além de complicações cardíacas e respiratórias. Em São Paulo, um estudo realizado em parceria entre o Instituto do Coração (InCor) e o Instituto de Matemática da USP avalia os impactos específicos da fumaça e do vapor da nicotina na voz.
O projeto utiliza inteligência artificial para analisar e fragmentar dados vocais de não fumantes e de pessoas com a voz afetada pelo vício, monitorando a evolução dos danos ao longo do tempo. A cardiologista do InCor Jaqueline Scholz destaca que o monitoramento tecnológico permite identificar alterações que a audição humana não consegue captar com precisão.
