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Vilson Bezerra explica quando o preenchimento peniano pode ser indicado

A estética genital masculina tem deixado de ser um assunto restrito ao silêncio dos consultórios. Entre as queixas relatadas por alguns homens estão a

6 min

17/09/2026 19:15 • Atualizado há 4 horas

Vilson Bezerra explica quando o preenchimento peniano pode ser indicado

A estética genital masculina tem deixado de ser um assunto restrito ao silêncio dos consultórios. Entre as queixas relatadas por alguns homens estão a insatisfação com a espessura do pênis, o desconforto com a própria imagem e inseguranças que podem repercutir na intimidade.

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Nesse contexto, o preenchimento peniano com ácido hialurônico passou a integrar as possibilidades discutidas em consultório. O procedimento tem finalidade estética e é voltado principalmente ao aumento da circunferência do órgão. A indicação, no entanto, depende de avaliação individual e de uma compreensão clara sobre o que a técnica pode ou não modificar.

Para o urologista Vilson Bezerra, que atua também em medicina sexual, o primeiro passo é compreender a origem da insatisfação e a expectativa criada em torno da intervenção.

"Existem homens com anatomia dentro da normalidade que ainda convivem com um desconforto importante em relação ao próprio corpo. Alguns evitam se despir diante da parceira ou se sentem constrangidos em situações aparentemente simples. Por isso, antes de pensar no procedimento, é preciso entender o que está por trás daquela queixa e se a expectativa é compatível com aquilo que a medicina pode oferecer", explica.

O que o preenchimento peniano pode modificar

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O preenchimento é realizado por meio da aplicação de ácido hialurônico no tecido subcutâneo do pênis. O principal objetivo é promover aumento da circunferência, também chamada de calibre.

Segundo Dr. Vilson, o procedimento é feito com anestesia local e não corresponde a uma cirurgia de grande porte. Ainda assim, a região possui características anatômicas e vasculares específicas, o que exige planejamento e conhecimento técnico.

Um ponto importante é diferenciar aumento de circunferência de aumento de comprimento. O preenchimento não permite aumentar o comprimento do pênis durante a ereção, apenas no estado flácido. Quanto ao calibre, o ganho é possível nos estados flácido e ereto.

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"Uma das orientações mais importantes é alinhar esse limite antes do procedimento. O paciente precisa compreender que estamos falando principalmente de aumento de calibre. Em muitos casos, pode haver menor retração no estado flácido, mas o comprimento em ereção não é modificado pelo preenchimento", afirma.

Essa distinção também evita que o procedimento seja confundido com tratamento para disfunção erétil. Alterações de ereção exigem investigação específica e podem estar relacionadas a fatores cardiovasculares, metabólicos, hormonais, neurológicos ou psicológicos.

Indicação, segurança e expectativa precisam caminhar juntas

Nem toda insatisfação estética representa indicação para uma intervenção. A avaliação médica deve considerar anatomia, condição funcional do órgão, motivação, expectativa e possíveis riscos.

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A cautela é especialmente importante porque, em boa parte dessas situações, a intervenção é realizada em um órgão saudável e funcional.

"Quando a finalidade é estética, o rigor precisa ser ainda maior. Estamos intervindo em uma estrutura que já funciona normalmente, então não faz sentido colocar a função em risco para buscar uma mudança de aparência. Nenhum procedimento médico é completamente isento de complicações, e essa conversa precisa acontecer de forma transparente. Esses riscos potenciais devem ser minimizados escolhendo um profissional médico urologista capacitado em técnica validada cientificamente e vasta expertise prática.", ressalta o urologista.

O planejamento também envolve a quantidade de produto utilizada. Quando há indicação de uma mudança mais expressiva, Bezerra explica que a abordagem pode ser dividida em etapas, respeitando a resposta do tecido e as características da circulação local.

"Não se trata de buscar o maior volume possível em uma única aplicação. O planejamento precisa respeitar a anatomia e a resposta do organismo. A progressão permite acompanhar o paciente e manter a segurança acima da expectativa estética", afirma.

Após o procedimento, existem cuidados específicos durante a recuperação, incluindo restrição temporária das relações sexuais. O período e as demais recomendações variam de acordo com a avaliação individual.

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Ácido hialurônico é reabsorvível

Outro ponto relevante diz respeito à duração do resultado. O ácido hialurônico é reabsorvível pelo organismo e, por isso, o preenchimento não deve ser apresentado como uma mudança permanente.

Essa característica precisa ser compreendida antes da decisão, já que interfere diretamente na expectativa do paciente e na possibilidade de manutenção futura.

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Dr. Vilson também pondera que, quando o objetivo é exclusivamente estético, propostas permanentes devem ser avaliadas com cautela redobrada.

"Permanência não é sinônimo automático de vantagem. Em qualquer técnica, precisamos observar evidências, comportamento ao longo do tempo e perfil de complicações. Quando falamos de estética genital, essa exigência se torna ainda maior, justamente porque a prioridade deve continuar sendo preservar a função e a saúde do órgão", pontua.

Autoestima, tabu e saúde sexual

A procura por procedimentos de estética genital também revela uma mudança na maneira como parte dos homens lida com inseguranças relacionadas ao próprio corpo.

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Questões envolvendo tamanho do pênis, ereção ou desempenho sexual ainda são cercadas por constrangimento e podem levar alguns pacientes a adiar uma conversa com o especialista. Para Bezerra, esse silêncio muitas vezes dificulta uma avaliação mais ampla.

O médico destaca que autoestima e desempenho sexual não são equivalentes. Uma intervenção estética pode estar relacionada à percepção corporal, mas não deve carregar a promessa de resolver todos os aspectos da vida íntima.

"A sexualidade envolve anatomia, saúde física, autoestima, relacionamento e fatores emocionais. Por isso, não é adequado atribuir a um único procedimento a responsabilidade de resolver todas essas dimensões. O papel do médico é ajudar o paciente a identificar qual é a sua queixa real e até onde uma intervenção pode contribuir de maneira responsável", afirma.

A orientação também é importante para evitar decisões baseadas apenas em comparação, pressão estética ou expectativas incompatíveis com a realidade clínica.

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Nesse cenário, informação clara, avaliação individual e compreensão dos limites do procedimento ajudam a transformar um tema ainda cercado por tabu em uma decisão mais consciente e segura.

Quem é Vilson Bezerra

Vilson de Moura Bezerra construiu sua formação médica a partir da cirurgia e da urologia, áreas que acabaram direcionando sua atuação para tratamentos que exigem precisão técnica e acompanhamento próximo do paciente.

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Após a formação em Cirurgia Geral, especializou-se em Urologia no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Ao longo da trajetória, buscou aperfeiçoamento em áreas como cirurgia minimamente invasiva pelo Hospital Sírio Libanês, cirurgia robótica pelo Hospital Israelita Albert Einstein e medicina sexual com Fellowships nestas áreas no Tampa General Hospital pela USF, Cleveland Clinic e Memorial Sloan Kettering, ampliando sua atuação em diferentes frentes da saúde masculina.

Desde 2024 é certificado com a técnica americana de preenchimento peniano UroFill®️, atuando em Teresina, São Paulo e Fortaleza, sendo um dos 5 centros de excelência desta técnica no Brasil.

Atualmente, trabalha com urologia, medicina sexual, cirurgia urológica e procedimentos relacionados à estética genital masculina. Em sua prática, defende uma abordagem que combine atualização técnica com escuta individualizada, especialmente em temas que ainda provocam vergonha, medo ou dificuldade de comunicação entre os homens.

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Para Dr. Vilson Bezerra, compreender o paciente para além da queixa principal faz parte do próprio cuidado médico, sobretudo em uma especialidade que lida diariamente com sexualidade, autoestima, diagnóstico de doenças e qualidade de vida.

CRM: 6281/PI | UROLOGIA - RQE Nº: 2606 | CIRURGIA GERAL - RQE Nº: 2605

Instagram: @dr.vilsonVilson

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Crédito: Vilson Bezerra explica quando o preenchimento peniano pode ser indicado

Crédito: Vilson Bezerra explica quando o preenchimento peniano pode ser indicado

Crédito: Vilson Bezerra explica quando o preenchimento peniano pode ser indicado