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Agronegócio amplia força no Congresso após eleições de 2026

Com bancada de 355 parlamentares na Câmara e reforço no Senado, setor mira avanço em crédito, logística e seguro rural

3 min

06/10/2026 16:37 • Atualizado há 14 horas

O agronegócio sai ainda mais fortalecido do pleito eleitoral de 2026 no Congresso Nacional e amplia a capacidade de articulação para as pautas econômicas e estruturais do campo. A avaliação é da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em balanço conjunto com análise do cientista político Murilo Medeiros.

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O levantamento destaca a manutenção da representatividade da categoria na Câmara dos Deputados e a ampliação da influência política no Senado Federal para os próximos quatro anos.

A bancada da agropecuária reúne atualmente cerca de 355 parlamentares. Desse total na Câmara dos Deputados, aproximadamente 75% dos deputados disputaram a reeleição e asseguraram a permanência no Legislativo. No Senado Federal, o grupo aumentou a bancada com a chegada de nomes experientes, entre ex-governadores e ex-ministros de Estado.

"Essa foi a décima eleição que os brasileiros foram às urnas, e o agronegócio saiu maior e mais fortalecido", afirma Murilo Medeiros ao AgroBand. Para o analista, o novo desenho legislativo assegura um grupo de trabalho mais coeso para defender os interesses do produtor rural em Brasília.

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Nos últimos anos, a bancada ruralista consolidou conquistas decisivas para o setor produtivo. Entre os projetos aprovados e transformados em lei, destacam-se o novo marco do seguro rural — ferramenta essencial para cobrir perdas climáticas nas lavouras —, a regulamentação dos bioinsumos, a lei da reciprocidade econômica e as diretrizes gerais do licenciamento ambiental.

Outra vitória relevante obtida pelo segmento foi a inclusão da carne na cesta básica nacional com alíquota zero durante as votações da reforma tributária. A medida reduz o impacto fiscal sobre a proteína animal e assegura preços mais acessíveis ao consumidor brasileiro.

"O Congresso tem uma bancada mais coesa e também mais fortalecida para defender as pautas dentro do Congresso Nacional", reforça Medeiros. O cientista político avalia que o equilíbrio de forças no Parlamento proporcionará um ambiente institucional mais seguro e previsível para quem produz.

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Apesar dos avanços legislativos, o setor produtivo enfrenta gargalos urgentes. Entre os principais desafios imediatos estão o endividamento no campo decorrente de oscilações climáticas, a ampliação dos recursos destinados ao crédito agrícola e as barreiras comerciais impostas pela China às exportações da carne bovina do Brasil.

De acordo com o cientista político, a maior presença parlamentar deve acelerar debates estratégicos no Parlamento. "Deve ter um regramento mais estável, de previsibilidade para o produtor rural. Isso vai impactar em outras políticas, como o seguro rural, o marco temporal das terras indígenas, licenciamento ambiental e regularização fundiária", explica.

A agenda prioritária do agro para o próximo ciclo inclui a previsibilidade orçamentária para o Plano Safra — financiamento federal voltado ao custeio da produção agrícola —, a renegociação de dívidas dos produtores, a retomada das negociações para destravar o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia e investimentos pesados na infraestrutura de transportes, com foco em rodovias, hidrovias e na malha de ferrovias.