Agro

Alta do dólar deixa o arroz mais caro para brasileiros

Exportações e alta da moeda americana impulsionam mercado arrozeiro gaúcho no encerramento do mês

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04/11/2026 11:34 • Atualizado há 1 hora

Alta do dólar deixa o arroz mais caro para brasileiros

A forte valorização do dólar na última semana de outubro, após a reeleição do Presidente Lula, voltou a colocar as exportações no radar do mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul. Com o cenário cambial favorável, a expectativa de retomada da demanda externa levou parte dos produtores e vendedores a adiar os negócios à espera de melhores oportunidades.

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Enquanto isso, as indústrias mantiveram uma postura de cautela e limitaram as novas compras no campo. A retenção de matéria-prima por parte dos agricultores ocorreu em um momento de vendas lentas de arroz beneficiado no mercado interno, o que gerou dificuldades para os moinhos repassarem os custos aos consumidores e atacadistas.

Retenção de grãos e avanço da semeadura

Apesar de os negócios terem ocorrido de forma pontual devido ao foco dos produtores na semeadura da nova safra, os preços do grão registraram uma reação leve no encerramento de outubro. Segundo dados compilados por pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a média do Indicador CEPEA/IRGA-RS atingiu o maior patamar nominal desde fevereiro de 2025.

No campo, os trabalhos de plantio avançaram de maneira gradual ao longo do mês. De acordo com informações divulgadas pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), até o dia 29 de outubro, os produtores gaúchos haviam implantado 533,18 mil hectares. O volume representa 61,86% da intenção total de semeadura projetada para a safra 2026/2027 no estado. O excesso de umidade registrado em algumas localidades ainda impôs limites pontuais aos tratores, mas o ritmo das atividades segue monitorado de perto pelo setor produtivo.

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