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Azeite extravirgem ou comum? Veja as diferenças e fuja das falsificações

Ministério da Agricultura estabelece limites de acidez química e intensifica a fiscalização para combater adulterações no mercado brasileiro

3 min

18/08/2026 11:09 • Atualizado há 37 dias

Azeite extravirgem ou comum? Veja as diferenças e fuja das falsificações

A circulação de vídeos sobre azeites falsificados ganhou força nas redes sociais nas últimas semanas, impulsionada por apreensões de lotes adulterados no país. As publicações mostram consumidores testando marcas populares em casa para checar a pureza do produto, mas especialistas e órgãos oficiais alertam que a maioria desses testes caseiros não tem qualquer comprovação científica.

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Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o azeite de oliva é o segundo alimento mais fraudado no mundo, superado apenas pelo pescado. A grande repercussão das fiscalizações federais fez explodir o interesse do público na internet, gerando conteúdos que misturam orientações corretas com métodos imprecisos de avaliação doméstica.

Entre os vídeos mais compartilhados estão aqueles que indicam colocar a garrafa de azeite na geladeira ou no congelador. A teoria difundida na internet afirma que o produto verdadeiro congela totalmente e o adulterado permanece líquido. No entanto, pesquisadores explicam que esse método é falho.

O congelamento do azeite depende da variedade da azeitona e do perfil de ácidos graxos presentes no óleo. Além disso, fraudes que utilizam outros óleos vegetais ou azeite lampante refinado também podem solidificar em baixas temperaturas, induzindo o consumidor ao erro.

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Outro teste frequente na internet envolve queimar o líquido com um pavio. Especialistas reforçam que qualquer substância gordurosa serve como combustível. Portanto, a queima não atesta a pureza nem a qualidade do azeite extravirgem.

Azeite extravirgem e azeite de oliva comum

O azeite de oliva extravirgem e o azeite de oliva comum apresentam processos de extração e níveis de pureza distintos, parâmetros regulamentados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para assegurar a qualidade do alimento e combater adulterações no mercado brasileiro.

A principal distinção entre os tipos está no método de obtenção e no índice de acidez livre. Enquanto o extravirgem é extraído exclusivamente por prensagem mecânica a frio da azeitona, o azeite comum passa por processos industriais de refino antes de chegar às prateleiras.

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Segundo as normas da Instrução Normativa nº 1/2012 do Mapa, o azeite extravirgem deve registrar acidez máxima de 0,8% e ausência de qualquer defeito sensorial no aroma ou no sabor. Essa categoria preserva integralmente os compostos antioxidantes e os nutrientes naturais do fruto.

Já o azeite de oliva padrão, classificado na legislação como tipo único, resulta da mistura de azeite refinado com uma parcela de azeite virgem, admitindo índice de acidez de até 1,0%. O refino retira o excesso de acidez e as impurezas do óleo inferior, mas reduz a concentração original de compostos bioativos.

A acidez é um parâmetro químico avaliado em laboratório. O número indica o estado de conservação da matéria-prima e não tem relação com a sensação de acidez percebida no paladar.

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Dicas práticas para acertar na compra

Especialistas e técnicos federais orientam o consumidor a desconfiar de garrafas comercializadas com valores muito inferiores à média de mercado. O custo de produção da azeitona inviabiliza azeites autênticos a preços excessivamente baixos.

A escolha da embalagem também faz diferença. O consumidor deve dar preferência aos recipientes de vidro escuro, que barram a luz e evitam a perda precoce das propriedades antioxidantes.

A data de envase é outro fator decisivo. Ao contrário dos vinhos, o azeite não ganha qualidade com o tempo e deve ser consumido o mais novo possível.

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Por fim, a conferência do rótulo impede equívocos. Produtos denominados "óleo composto" contêm misturas com óleos de soja ou milho e não oferecem as características nutricionais do azeite puro de oliva.

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