
Azeitonas brasileiras são de alta qualidade
Divulgação/Sítio da Pedra
O Azeite Da Pedra Blend de Safra 2026 conquista o título de melhor azeite extravirgem do Brasil e entra na lista dos dez melhores do mundo no TerraOlivo International Olive Oil Competition, realizado em Jerusalém neste mês de agosto de 2026. A produção, feita em uma pequena propriedade de Caldas, na Serra da Mantiqueira mineira, alcança a marca histórica logo em sua primeira safra comercial.
A conquista em Israel soma-se a outras distinções internacionais recebidas pelo rótulo ao longo do ano. O produto mineiro obteve o troféu Best of Brazil, concedido à amostra mais bem classificada entre as 92 apresentadas por 44 produtores brasileiros, além da distinção Grand Prestige Gold e da posição entre os dez melhores do ranking global.
Ao todo, o concurso em Jerusalém reuniu 787 azeites inscritos, vindos de 17 países. A avaliação é realizada de forma cega por um júri especializado, que analisa atributos como aroma, sabor, equilíbrio, complexidade e ausência de defeitos.
O produto brasileiro combina três variedades de azeitonas: Arbequina, Grappolo e Koroneiki. Na olivicultura — termo que designa a atividade de cultivo das oliveiras —, a técnica do blend consiste na mistura estratégica de diferentes frutos para harmonizar a acidez, a picância e o sabor frutado do azeite extravirgem.
Produção artesanal na Serra da Mantiqueira
A fabricação do azeite ocorre em uma propriedade rural de 10 alqueires mineiros — medida equivalente a cerca de 48,4 hectares — localizada no município de Caldas. O local destaca-se pelo solo de origem vulcânica e pelo clima de altitude da Serra da Mantiqueira, fatores que favorecem o desenvolvimento das oliveiras.
Com um lote inicial de pouco mais de 200 litros, os produtores Fabio Dias e Paula Pedrão estreiam no setor com seis prêmios internacionais no currículo. O casal iniciou o projeto agrícola há pouco mais de cinco anos, sem experiência prévia no campo.
Para o produtor Fabio Dias, o reconhecimento internacional serve como estímulo para a expansão da olivicultura no país. "Prêmios de reconhecimento internacional são motivo de muito orgulho, especialmente para quem está iniciando nessa cultura. Ver nosso primeiro e único produto classificado entre os dez melhores do mundo e como o melhor brasileiro é um estímulo para seguir no propósito de associar sabor, aroma e qualidade", afirma Dias.
Trajetória de prêmios no exterior
Antes do resultado no concurso em Israel, o rótulo mineiro já havia se destacado em outras premiações internacionais classificadas pelo EVOO World Ranking, o ranking mundial de azeites extravirgens.
Na Turquia, a marca recebeu a Medalha de Ouro e o prêmio Best in Class no Anatolian International Olive Oil Competition. Em junho, na Itália, o produto conquistou mais uma Medalha de Ouro no EVO International Olive Oil Contest, consolidando a série de vitórias fora do país.
A produtora Paula Pedrão ressalta o trabalho intensivo exigido em todas as etapas da cadeia produtiva para alcançar o padrão de excelência exigido pelas bancas examinadoras internacionais.
"Nos dedicamos muito a cada etapa do processo. Não tínhamos nenhuma experiência anterior, o que exigiu muita dedicação e trabalho para cumprir todas as etapas e tempos exigidos para produção — do plantio das mudas até a colheita e a extração do azeite", explica Pedrão.
A agricultura de altitude na Serra da Mantiqueira vem se consolidando na produção nacional de óleos de alta qualidade. Segundo a produtora, os resultados obtidos contribuem para dar visibilidade à olivicultura brasileira no cenário internacional e valorizar o potencial dos solos vulcânicos do Sul de Minas Gerais.
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