Consumidor busca experiência e transforma cafeterias no Brasil
Consumidores buscam ambientes, atendimento e personalização nas cafeterias, elevando o valor da bebida

O consumo de café no Brasil atravessa uma fase de ampla transformação, impulsionada pela busca por experiências que unem produto, ambiente, conveniência e socialização. O movimento reorganiza cardápios, lojas e estratégias de relacionamento de marcas do setor, a exemplo da Go Coffee, acompanhando o avanço da economia da experiência.
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A valorização da jornada de consumo
Dados da Customer Experience Survey 2025, da PwC, apontam que 52% dos consumidores abandonaram marcas devido a experiências ruins com produtos ou serviços, enquanto 29% migraram por falhas no atendimento. Além disso, 70% dos executivos admitem que as expectativas do público superam a velocidade de adaptação das empresas.
O cenário reflete o relatório State of the Consumer 2026, da McKinsey, que aponta a economia da experiência como um dos principais motores do mercado global. Entre 2023 e 2025, os gastos com experiências cresceram cerca de quatro vezes mais rápido do que o consumo de bens físicos.
O café como pretexto para socialização
Nas cafeterias, a qualidade da bebida permanece essencial, mas divide espaço com a identidade visual, o atendimento e as novidades do cardápio. Segundo André Henning, cofundador da Go Coffee, o foco recai sobre a jornada completa do cliente.
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"Deixamos de pensar na loja apenas como ponto de venda de café e passamos a pensar na jornada completa do cliente. O que ele vive desde o momento em que entra até o momento em que sai", afirma Henning.
Os clientes utilizam os espaços para reuniões, pausas no expediente e encontros, elevando a permanência e o consumo fora dos horários de pico. O cardápio ganha opções sazonais, personalização de leites e variações de frappes para atender a diferentes preferências.
Fidelização pautada na consistência
O Consumer Experience Trends Report, da Qualtrics, revela que 92% dos consumidores consideram o atendimento um fator de satisfação superior ao preço baixo. Para Henning, a recorrência dos clientes depende da consistência entre unidades, atendimento e renovação contínua das opções oferecidas.
"O cliente precisa encontrar a mesma experiência em qualquer unidade da rede", destaca Henning. A tendência consolida a experiência de marca como o centro das estratégias do setor de cafeterias.
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