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Eloy Terena assume o Ministério dos Povos Indígenas nesta terça-feira (31)

Eloy foi o primeiro advogado indígena a realizar uma sustentação oral no Supremo Tribunal Federal (STF)

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31/03/2026 15:22 • Atualizado há 207 dias

Eloy Terena assume o Ministério dos Povos Indígenas nesta terça-feira (31)

A reforma ministerial de março de 2026, impulsionada pelo calendário eleitoral, trouxe uma mudança significativa para a gestão das políticas indigenistas no Brasil. Com a saída de Sônia Guajajara para disputar a reeleição como deputada federal, o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) passa a ser liderado por Luiz Henrique Eloy Amado, amplamente conhecido como Eloy Terena.

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Diferente do perfil de mobilização de massas de sua antecessora, Eloy Terena consolidou sua reputação nos tribunais. Natural da aldeia Ipegue, em Aquidauana (MS), ele traz para o cargo uma formação acadêmica robusta, como Doutor em Antropologia Social (UFRJ) e em Ciências Jurídicas e Sociais (UFF).

Sua trajetória é marcada por um marco histórico: ele foi o primeiro advogado indígena a realizar uma sustentação oral no Supremo Tribunal Federal (STF) em nome da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), onde coordenou o setor jurídico. Sua atuação foi decisiva em julgamentos complexos, como o do marco temporal, no qual defendeu a tese da inconstitucionalidade da restrição temporal para a demarcação de terras.

Ao assumir o ministério, Eloy carrega o peso de ser uma voz vinda do Mato Grosso do Sul, estado que é palco de alguns dos conflitos fundiários mais intensos do país. Como secretário-executivo (o "número dois" da pasta) desde 2023, ele já coordenava a gestão administrativa e o orçamento do MPI.

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Agora, como titular, sua missão será acelerar os processos de demarcação que enfrentam gargalos jurídicos e políticos, equilibrando o diálogo com o Congresso e com o setor produtivo. Sua ascensão é vista por analistas como um movimento de "tecnificação" da pauta indígena, priorizando a segurança jurídica das homologações.