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Exportações de carne suína ultrapassam 1,19 milhão de toneladas em 2026

As exportações de carne suína do Brasil registram avanço de 6,2% entre janeiro e setembro de 2026, somando 1,192 milhão de toneladas enviadas ao exterior. O

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08/10/2026 05:00 • Atualizado há 11 horas

Exportações de carne suína ultrapassam 1,19 milhão de toneladas em 2026

CNA/Trilux

As exportações de carne suína do Brasil registram avanço de 6,2% entre janeiro e setembro de 2026, somando 1,192 milhão de toneladas enviadas ao exterior. O resultado compara-se às 1,122 milhão de toneladas embarcadas em igual intervalo de 2025, de acordo com levantamento oficial divulgado nesta quarta-feira (7) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

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No faturamento acumulado, o setor também contabiliza crescimento e atinge US$ 2,737 bilhões nos primeiros nove meses deste ano. A cifra representa uma alta de 1,3% em relação aos US$ 2,703 bilhões arrecadados em igual período do ano anterior, considerando todos os produtos do segmento, entre carnes in natura e processadas.

Ritmo dos embarques em setembro

No recorte específico de setembro de 2026, o volume exportado pelo País totaliza 135 mil toneladas. A quantidade fica 11% abaixo das 151,6 mil toneladas verificadas no mesmo mês do ano passado.

Em receita cambial, os embarques de setembro rendem US$ 289,3 milhões aos exportadores nacionais. O montante representa uma retração de 21,5% no confronto direto com os US$ 368,4 milhões computados em setembro de 2025.

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Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o recuo pontual no mês ocorre em razão de uma base comparativa muito alta e diante de uma conjuntura internacional desfavorável para as cotações. “O resultado mensal ocorre sobre uma base elevada de comparação e em um cenário de pressão sobre os preços médios internacionais”, analisa Ricardo Santin.

O dirigente pontua que, apesar da oscilação mensal, o quadro geral continua sólido para a cadeia produtiva nacional. “Ainda assim, o desempenho acumulado permanece positivo com médias mensais acima de 130 mil toneladas e com crescimento superior a 6% em volume. Os avanços registrados em mercados como Japão, Chile e Argentina, além do início dos embarques para a Malásia, demonstram a diversificação e a competitividade da carne suína brasileira”, destaca.

Principais compradores globais

As Filipinas lideram as compras da proteína brasileira em setembro, com 25,691 mil toneladas, montante 47,7% menor que as 49,078 mil toneladas adquiridas no mesmo período de 2025. O Japão aparece na segunda colocação, importando 15,916 mil toneladas, uma expansão expressiva de 38,9% ante as 11,458 mil toneladas de um ano antes.

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O Chile ocupa a terceira posição com 14,431 mil toneladas, um crescimento de 72% sobre as 8,392 mil toneladas do ano passado. A China absorve 11,418 mil toneladas, com recuo de 16,4% frente às 13,665 mil toneladas anteriores, enquanto o Vietnã registra 7,392 mil toneladas, queda de 23,2% em relação às 9,627 mil toneladas de 2025.

Outros mercados apresentam expansão notável durante o mês de setembro:

  • Argentina adquire 7,312 mil toneladas (+73,8%);
  • República Dominicana soma 2,129 mil toneladas (+53,6%);
  • Peru alcança 1,054 mil toneladas (+104,6%);
  • África do Sul totaliza 822 toneladas (+99,4%);
  • Malásia, praça recém-aberta para o produto nacional, recebe 1,918 mil toneladas.

Desempenho dos Estados produtores

Na divisão regional por unidades da Federação, Santa Catarina segue na dianteira isolada dos embarques em setembro, com 64,479 mil toneladas. O índice é 11,4% menor do que as 72,784 mil toneladas registradas no nono mês de 2025.

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O Rio Grande do Sul fica em segundo lugar no ranking estadual, somando 33,779 mil toneladas, baixa de 5,5% ante as 35,763 mil toneladas do ano anterior. O Paraná aparece na sequência com 22,737 mil toneladas, retração de 10,1% frente às 25,305 mil toneladas anteriores.

Mato Grosso responde pelo embarque de 3,762 mil toneladas em setembro, redução de 3,7% ante 3,906 mil toneladas. Por outro lado, Minas Gerais amplia suas remessas externas em 19,4%, alcançando 3,477 mil toneladas contra 2,912 mil toneladas de setembro do ano passado.

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