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Agro

Maçã fuji lidera alta de preços no Brasil no segundo semestre

Levantamento do Cepea aponta recuperação nos valores pagos aos produtores, com destaque para a variedade fuji nas principais regiões do país

2 min

18/08/2026 12:48 • Atualizado há 65 dias

Maçã fuji lidera alta de preços no Brasil no segundo semestre

Os preços da maçã registram alta no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionados pela diminuição gradual do volume de frutas armazenadas nas câmaras frigoríficas. A valorização consolida o movimento positivo esperado para o segundo semestre de 2026, período caracterizado por menor entrada de produto fresco vindo do campo.

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Segundo agentes consultados pela equipe de Hortifrúti do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a menor oferta disponível para comercialização imediata dita o ritmo dos negócios nas principais praças produtoras do país.

A movimentação reflete a dinâmica tradicional da cultura da maçã, cuja safra é colhida no primeiro semestre e ofertada ao longo do ano por meio de conservação em frio.

O Centro de Pesquisas destaca que, embora os estoques globais ainda permaneçam em níveis considerados altos, o volume total diminuiu em comparação com semanas anteriores. Essa retração nas câmaras favorece a recuperação paulatina dos preços médios negociados entre produtores e distribuidores.

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No primeiro semestre, a colheita volumosa costuma pressionar as cotações para baixo pela grande oferta física imediata. Já na segunda metade do ano, o abastecimento passa a depender quase exclusivamente dos lotes estocados sob refrigeração.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, os avanços mais expressivos nas tabelas de comercialização ocorrem com a maçã fuji. A variedade apresenta maior firmeza na procura em comparação com outros tipos comerciais, como a gala.

A fuji se destaca no mercado pela textura crocante e pela capacidade de conservação em prateleira, atributos valorizados pelo varejo durante a entressafra. Com os lotes de qualidade superior mais disputados, os produtores conseguem repassar os custos operacionais nas transações semanais.

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Pesquisadores indicam que a preferência do mercado comprador por determinados calibres também puxa as médias da variedade nos polos produtores da Região Sul, onde se concentra a quase totalidade da pomicultura nacional.

A manutenção das frutas em ambiente refrigerado exige consumo elevado de energia elétrica e controle técnico contínuo para evitar perdas pós-colheita. À medida que as reservas diminuem, o custo acumulado de armazenagem passa a pesar na formação do preço de saída.

Para o consumidor final, o ajuste verificado nos centros atacadistas chega de forma gradual às gôndolas dos supermercados e às feiras livres. A expectativa do setor é de que a oferta continue dosada até o início do próximo ciclo produtivo nos pomares.

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