
Variações climáticas deixam a manga mais cara; cebola e feijão também encarecem
Reprodução/Agro+
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trouxe um alívio temporário para o orçamento das famílias. A prévia da inflação apontou que o grupo de alimentos e bebidas contribuiu significativamente para a desaceleração do índice geral, impulsionado pela queda expressiva no preço de itens básicos da cesta básica, como legumes e hortaliças.
A deflação do setor alimentício foi puxada principalmente pelo pepino, que despencou 33,42%, e pelo tomate, com redução de 29,09%. Em contrapartida, intempéries climáticas e fatores sazonais sustentaram o encarecimento de itens como a manga, que liderou as altas ao subir 14,74%, e o limão, com reajuste de 10,59%.
Hortifrútis registram forte alívio nos preços
O recuo nos preços dos hortifrútis foi o principal motor para a contenção da inflação no período. A maior oferta de produtos no campo beneficiou o consumidor final na hora das compras, aliviando o custo de legumes e raízes muito presentes na mesa dos brasileiros.
Além do pepino e do tomate, a batata-inglesa apresentou recuo expressivo de 19,59%, seguida pela cenoura, que barateou 14,41%. Outros produtos de hortifrúti também registraram quedas relevantes:
- Pepino: -33,42%
- Tomate: -29,09%
- Batata-inglesa: -19,59%
- Cenoura: -14,41%
- Açaí (emulsão): -13,32%
- Abobrinha: -10,49%
- Laranja-lima: -10,41%
- Couve-flor: -9,64%
- Brócolis: -5,59%
- Laranja-baía: -3,74%
- Melão: -3,70%
- Batata-doce: -3,60%
- Açúcar refinado: -3,41%
- Couve: -3,39%
- Sopa desidratada: -3,28%
- Abacaxi: -3,10%
O setor de pescados também colaborou para a sequência de reduções. O peixe-filhote caiu 6,50%, enquanto o peixe-peroá recuou 5,73%, seguido pelo peixe-tainha (-4,25%) e pelo peixe-cação (-3,94%).
Frutas e grãos encarecem a cesta básica
Apesar do recuo generalizado em diversos itens hortifrutigranjeiros, o consumidor encontrou pressão de alta em frutas específicas e produtos essenciais. A variação climática nas regiões produtoras afetou a safra da manga, elevando a cotação da fruta no mercado interno.
O limão e a melancia também figuraram entre os maiores aumentos da prévia inflacionária, registrando altas de 10,59% e 7,78%, respectivamente. A cebola, item fundamental no tempero diário, subiu 7,74%.
Confira os alimentos que registraram as maiores altas no período:
- Manga: 14,74%
- Limão: 10,59%
- Melancia: 7,78%
- Cebola: 7,74%
- Morango: 7,13%
- Mamão: 6,16%
- Banana-da-terra: 5,49%
- Pimentão: 5,15%
- Banana-maçã: 4,06%
- Milho (em grão): 3,53%
- Bacalhau: 3,51%
- Feijão-preto: 3,28%
- Peixe-palombeta: 3,19%
- Feijão-macáçar (fradinho): 3,04%
- Leite longa vida: 2,47%
- Peixe-dourada: 2,41%
- Banana-d'água: 2,39%
- Maracujá: 2,39%
- Vinho: 2,24%
- Pepino em conserva: 2,01%
O comportamento do leite longa vida, que subiu 2,47%, e das variedades de feijão (preto com 3,28% e fradinho com 3,04%) mostra que a proteína e os grãos de consumo básico mantiveram o viés de alta, contrapondo o alívio conquistado na seção de legumes da feira.
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