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Hortaliças aliviam inflação, mas frutas e cereais ficam mais caros

Tomate, batata-inglesa e cenoura tiveram queda de preços, mas frutas como a manga subiram e pesam mais no bolso do consumidor

VIVIANE TAGUCHI

11/08/2026 • 14:16 • Atualizado em 11/08/2026 • 14:16

Variações climáticas deixam a manga mais cara; cebola e feijão também encarecem

Variações climáticas deixam a manga mais cara; cebola e feijão também encarecem

Reprodução/Agro+

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trouxe um alívio temporário para o orçamento das famílias. A prévia da inflação apontou que o grupo de alimentos e bebidas contribuiu significativamente para a desaceleração do índice geral, impulsionado pela queda expressiva no preço de itens básicos da cesta básica, como legumes e hortaliças.

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A deflação do setor alimentício foi puxada principalmente pelo pepino, que despencou 33,42%, e pelo tomate, com redução de 29,09%. Em contrapartida, intempéries climáticas e fatores sazonais sustentaram o encarecimento de itens como a manga, que liderou as altas ao subir 14,74%, e o limão, com reajuste de 10,59%.

Hortifrútis registram forte alívio nos preços

O recuo nos preços dos hortifrútis foi o principal motor para a contenção da inflação no período. A maior oferta de produtos no campo beneficiou o consumidor final na hora das compras, aliviando o custo de legumes e raízes muito presentes na mesa dos brasileiros.

Além do pepino e do tomate, a batata-inglesa apresentou recuo expressivo de 19,59%, seguida pela cenoura, que barateou 14,41%. Outros produtos de hortifrúti também registraram quedas relevantes:

  • Pepino: -33,42%
  • Tomate: -29,09%
  • Batata-inglesa: -19,59%
  • Cenoura: -14,41%
  • Açaí (emulsão): -13,32%
  • Abobrinha: -10,49%
  • Laranja-lima: -10,41%
  • Couve-flor: -9,64%
  • Brócolis: -5,59%
  • Laranja-baía: -3,74%
  • Melão: -3,70%
  • Batata-doce: -3,60%
  • Açúcar refinado: -3,41%
  • Couve: -3,39%
  • Sopa desidratada: -3,28%
  • Abacaxi: -3,10%

O setor de pescados também colaborou para a sequência de reduções. O peixe-filhote caiu 6,50%, enquanto o peixe-peroá recuou 5,73%, seguido pelo peixe-tainha (-4,25%) e pelo peixe-cação (-3,94%).

Frutas e grãos encarecem a cesta básica

Apesar do recuo generalizado em diversos itens hortifrutigranjeiros, o consumidor encontrou pressão de alta em frutas específicas e produtos essenciais. A variação climática nas regiões produtoras afetou a safra da manga, elevando a cotação da fruta no mercado interno.

O limão e a melancia também figuraram entre os maiores aumentos da prévia inflacionária, registrando altas de 10,59% e 7,78%, respectivamente. A cebola, item fundamental no tempero diário, subiu 7,74%.

Confira os alimentos que registraram as maiores altas no período:

  • Manga: 14,74%
  • Limão: 10,59%
  • Melancia: 7,78%
  • Cebola: 7,74%
  • Morango: 7,13%
  • Mamão: 6,16%
  • Banana-da-terra: 5,49%
  • Pimentão: 5,15%
  • Banana-maçã: 4,06%
  • Milho (em grão): 3,53%
  • Bacalhau: 3,51%
  • Feijão-preto: 3,28%
  • Peixe-palombeta: 3,19%
  • Feijão-macáçar (fradinho): 3,04%
  • Leite longa vida: 2,47%
  • Peixe-dourada: 2,41%
  • Banana-d'água: 2,39%
  • Maracujá: 2,39%
  • Vinho: 2,24%
  • Pepino em conserva: 2,01%

O comportamento do leite longa vida, que subiu 2,47%, e das variedades de feijão (preto com 3,28% e fradinho com 3,04%) mostra que a proteína e os grãos de consumo básico mantiveram o viés de alta, contrapondo o alívio conquistado na seção de legumes da feira.