
Índice que mede a inflação registrou em julho a maior queda desde o ano de 2022
João Geraldo Borges Júnior/Pixabay
As projeções do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 apresentaram queda pela sexta semana consecutiva em julho, caindo de 5,03% para 5,02%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis por 34 instituições financeiras, a expectativa para o indicador recuou para 4,99%.
Apesar do recuo consecutivo, a estimativa para a inflação de 2026 continua 0,52 ponto percentual acima do teto de tolerância fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Pela regra da meta contínua, o objetivo central da inflação no Brasil é de 3,00%, com margem de tolerância que varia entre 1,50% e 4,50%. O descumprimento formal da meta ocorre apenas se o índice oficial permanecer fora dessa margem por seis meses consecutivos.
Apesar do recuo consecutivo, a estimativa do mercado para a inflação de 2026 continua acima do teto de tolerância fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Pela regra da meta contínua, o objetivo central da inflação no Brasil é de 3,00%, contando com um intervalo de tolerância que varia entre 1,50% e 4,50%. O descumprimento da meta é formalizado apenas se o índice oficial permanecer fora desta margem de tolerância por seis meses consecutivos.
Em paralelo às expectativas das instituições privadas, o Banco Central atualizou suas próprias projeções oficiais por meio do Comitê de Política Monetária (Copom). A autoridade monetária ajustou a estimativa da inflação para 2026 de 5,2% para 5,1%. Já para o ano de 2027, o BC prevê que o IPCA fique em 3,8%, após revisão da estimativa anterior de 3,7%.
Para balizar as decisões sobre a taxa básica de juros (Selic), o Banco Central definiu o primeiro trimestre de 2028 como o seu horizonte relevante de atuação. Para este período específico, a autoridade monetária projeta uma taxa de inflação de 3,2%, valor próximo do centro da meta oficial.
Expectativas para os próximos anos
Apesar de fatores incertos, como os conflitos geopolíticos e o El Niño, no segundo semestre (e que pode impactar a produção agrícola), a mediana das expectativas para 2027 permaneceu em 4,22%, mantendo estabilidade frente à semana anterior, embora apresente um leve avanço em relação ao patamar de 4,20% registrado há um mês. Considerando apenas as 34 projeções mais recentes coletadas pelo BC, houve um recuo de 4,27% para 4,22% para o período.
Para os prazos mais longos, o mercado financeiro mantém previsões de maior estabilidade no comportamento dos preços. As projeções para o IPCA em 2028 continuam fixadas em 3,80% pela segunda semana seguida, enquanto as estimativas para 2029 permanecem ancoradas em 3,50% há 49 semanas consecutivas.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:
