Economia

Preço do etanol cai em 22 Estados e no DF; veja cotação nos postos

Combustível recua 1,50% na média nacional e mantém vantagem econômica frente à gasolina em dez Estados e no Distrito Federal

Da redação
DA REDAÇÃO

10/08/2026 • 08:52 • Atualizado em 10/08/2026 • 08:52

Oferta de cana-de-açúcar e milho no campo provoca queda nos preços do combustível nos postos

Oferta de cana-de-açúcar e milho no campo provoca queda nos preços do combustível nos postos

José Cruz/Agência Brasil

O avanço da colheita da safra de cana-de-açúcar e de milho, matérias primas do etanol no Brasil, estão provocando uma queda generalizada de preços do biocombustível. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do etanol hidratado recuou em 22 Estados e no Distrito Federal no período de 2 a 8 de agosto.

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O biocombustível registrou alta apenas em Mato Grosso do Sul, enquanto os valores permaneceram estáveis no Espírito Santo e em Roraima. O Amapá não teve cotação registrada na semana.

Na média dos postos pesquisados em todo o País, o litro do biocombustível caiu 1,50%, passando de R$ 4,00 para R$ 3,94. Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor do combustível no Brasil, o valor médio nos postos teve queda de 1,89%, fixando-se em R$ 3,63 por litro. A maior redução percentual do período ocorreu no Acre, onde o preço recuou 2,36%, para R$ 4,97 por litro.

Entre os postos avaliados pela agência reguladora no País, o menor preço unitário encontrado para o etanol hidratado foi de R$ 2,77 o litro, em São Paulo. Por outro lado, o valor mais alto cobrado pelo combustível chegou a R$ 6,59 o litro, em Pernambuco. No recorte das médias estaduais, São Paulo apresentou o menor custo médio do País, a R$ 3,63 por litro, enquanto Roraima registrou a maior média nacional, com o litro cotado a R$ 5,41.

A queda nas bombas favoreceu a competitividade do etanol em relação à gasolina em dez Estados e no Distrito Federal. Na média nacional apurada pela ANP, a paridade entre os dois combustíveis ficou em 60,15%. A indicação é considerada favorável ao biocombustível por analistas do setor de energia.

A paridade econômica do etanol atingiu 68,46% no Acre; 68,40% no Amazonas; 67,24% na Bahia; 63,75% no Distrito Federal; 63,25% em Goiás; 55,13% em Mato Grosso; 60,65% em Mato Grosso do Sul; 63,65% em Minas Gerais; 62,01% no Paraná; 68,15% em Santa Catarina; e 57,17% em São Paulo.

Pela metodologia tradicional de análise do mercado automotivo, o etanol é considerado economicamente mais vantajoso quando o seu preço de bomba equivale a até 70% do valor cobrado pela gasolina. Essa diferença se deve ao rendimento energético dos dois combustíveis na queima do motor flex. No entanto, executivos do setor ressaltam que o biocombustível pode continuar competitivo mesmo com paridades superiores a 70%, dependendo do modelo do veículo utilizado e da tecnologia do motor.