A passagem de um ciclone pelo Rio Grande do Sul no início desta semana causou estragos e levou a prefeitura de Pelotas a decretar situação de emergência. O fenômeno perde força e se afasta em direção ao oceano, mas a instabilidade associada ao sistema ainda favorece chuvas irregulares nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.
Em Pelotas, os ventos atingiram rajadas de 90 km/h. O acumulado de chuva no município gaúcho chegou a 35 mm, provocando danos materiais. Apesar dos prejuízos registrados na cidade, as autoridades locais não contabilizaram feridos ou desabrigados.
O clima instável traz reflexos diretos para o setor produtivo no campo. No Espírito Santo, a previsão de acumulados de até 50 mm ao longo do dia alerta cafeicultores sobre a possibilidade de paralisação temporária dos trabalhos de colheita.
Para os produtores rurais, a distribuição irregular das precipitações exige atenção constante. Embora o volume de água contribua para manter a umidade do solo em determinadas localidades, a chuva em excesso ou fora de hora pode interromper as atividades operacionais nas propriedades.
No Sul do País, a maior parte dos municípios já registra tempo firme e predomínio de sol neste começo de semana. A exceção fica por conta do Paraná, onde há previsão de pancadas de chuva entre o fim da tarde e o início da noite.
No Centro-Oeste, o cenário meteorológico apresenta divisão. Enquanto os estados de Mato Grosso e Goiás mantêm o tempo estável, Mato Grosso do Sul registra chances de pancadas isoladas. Na Região Norte e no Nordeste, trechos do litoral do Maranhão e do Piauí também contam com previsão de chuvas pontuais.
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