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Embrapa cria nova braquiária que promete engordar o gado mais rápido

A cultivar BRS Carinás foi desenvolvida para a alimentação do rebanho bovino

Da redação
DA REDAÇÃO

09/08/2026 • 10:36 • Atualizado em 09/08/2026 • 10:36

Nova braquiária pode auxiliar o tempo de engorda do gado em pastos brasileiros

Nova braquiária pode auxiliar o tempo de engorda do gado em pastos brasileiros

Tony Oliveira/Trilux

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou uma nova cultivar de Brachiaria decumbens voltada para a alimentação do gado bovino no Brasil. Batizada de BRS Carinás, a variedade chega como alternativa para a formação de pastagens e promete impulsionar a eficiência do setor pecuário nacional.

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A Brachiaria decumbens, popularmente conhecida como braquiarinha, é amplamente difundida no país devido à sua elevada resistência ao manejo e adaptação climática, com presença marcante nas propriedades rurais da Região Centro-Oeste. Durante cerca de seis décadas, os produtores rurais contavam com apenas uma cultivar comercial dessa espécie disponível no mercado: a Basilisk.

Ganho de produtividade em até 12% por hectare

A BRS Carinás foi desenvolvida com o objetivo de oferecer maior volume de forragem e densidade de folhas na área de pastejo. De acordo com os dados apresentados pela Embrapa, essa característica morfológica permite aumentar a taxa de lotação, ou seja, colocar mais animais no mesmo espaço de pasto, otimizando o uso do solo e elevando a conversão de carne por hectare.

Nos testes de campo conduzidos pelos pesquisadores da estatal de pesquisa, o uso da nova braquiária resultou em um ganho de peso bovino médio de 13,3 arrobas por hectare ao ano. O índice supera o desempenho registrado pela cultivar tradicional Basilisk, que alcançou 11,9 arrobas ao ano nas mesmas condições de avaliação.

Essa diferença nutricional e de manejo representa um ganho direto de produtividade de cerca de 12% para a pecuária de corte. O avanço genético busca atender à demanda dos pecuaristas por insumos que garantam maior rentabilidade por área, sem a necessidade de expansão sobre novas terras de vegetação nativa.

O lançamento amplia o portfólio de tecnologias voltadas à pastagem e oferece aos produtores uma ferramenta para renovação de áreas degradadas com material genético atualizado.

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