
Com fim da colheita, preço do café caiu para os consumidores, mas clima pode provocar novas altas
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O preço do café moído apresentou retração no bolso do consumidor brasileiro e atingiu, em julho de 2026, o menor valor registrado nos últimos 12 meses. Segundo levantamento da empresa de soluções corporativas VR, o pacote de 500 gramas do produto chegou à média de R$ 22,93, representando uma queda de 21,2% na comparação com julho de 2025, quando custava R$ 29,09.
A pesquisa aponta que a bebida iniciou uma fase de alívio no valor cobrado no caixa após o pico registrado em maio de 2025, momento em que o pacote de 500g alcançou a marca de R$ 29,71. Apesar da sequência de quedas observada ao longo do último ano, o patamar atual ainda permanece acima dos níveis verificados antes da disparada de preços iniciada em 2023, quando a mesma embalagem era vendida por R$ 13,63.
Variação por tipo de café e embalagem
A redução também foi identificada no café moído em embalagens de 250g. Em julho de 2026, a versão menor registrou o valor de R$ 18,38, menor preço do último ano, marcando uma redução de 10,6% frente aos R$ 20,56 apurados em julho do ano anterior. Na série histórica desse formato, o pico de preços ocorreu em junho de 2025, quando o item foi negociado a R$ 21,03.
Em contrapartida, as categorias de café em cápsula e café solúvel mantiveram relativa estabilidade a partir do início de 2026. O café em cápsula oscilou na faixa entre R$ 15,00 e R$ 16,00 ao longo do ano, fechando julho em R$ 16,47, valor inferior aos R$ 17,09 registrados no mesmo mês de 2025. O café solúvel permaneceu entre R$ 14,00 e R$ 15,00. Diferente das demais opções, o solúvel teve alta de 14,5% na comparação anual, subindo de R$ 12,84 em julho de 2025 para R$ 14,70 no mesmo período de 2026.
Análise de notas fiscais reais no caixa
O levantamento foi elaborado com o uso de inteligência artificial aplicada ao escaneamento de mais de 17 milhões de notas fiscais eletrônicas emitidas em estabelecimentos comerciais de todo o país. A tecnologia faz a identificação dos itens por meio da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), o código fiscal padronizado que classifica mercadorias na região.
Segundo o diretor-executivo da VR, Cassio Carvalho, a metodologia difere das pesquisas tradicionais por aferir o valor real efetivamente transacionado. “Não se trata de um simples levantamento de preços de prateleira. Os dados revelam o valor realmente pago por cada item no caixa. A compra pode ter sido feita com qualquer meio de pagamento, VR, cartões de crédito, débito ou Pix, desde que o cupom gere um QR Code”, explica o executivo.
Carvalho acrescenta que o mapeamento do comportamento do consumidor gera indicadores diretos para o mercado. “Com esses dados de consumo, geramos insights estratégicos para a indústria, que atua em parceria conosco para ofertar produtos com condições atrativas no nosso SuperApp, gerando cashback e ajudando o dinheiro do trabalhador a render mais”, afirma
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