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Café, carnes e tomate puxam preço de alimentos para baixo em São Paulo

Maior oferta no campo promoveu uma queda de 0,63% nos preços de alimentos comercializados na capital paulista; veja a lista completa

VIVIANE TAGUCHI

03/08/2026 • 12:18 • Atualizado em 03/08/2026 • 17:20

Tomate e arroz contribuíram para aliviar a pressão nos preços dos alimentos

Tomate e arroz contribuíram para aliviar a pressão nos preços dos alimentos

Canva

Os preços dos alimentos comercializados na capital paulista registrou uma queda média de 0,63%, impulsionados principalmente pelo desempenho do agronegócio, conforme dados divulgados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Essa redução representa o 3º resultado negativo consecutivo do indicador e a maior queda mensal, desde setembro do ano passado.

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O levantamento mostra que, dos 10 itens com maior recuo no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), sete são diretamente ligados à produção no campo: tomate, arroz, café, frango e carne bovina, foram os principais responsáveis por puxar a inflação de alimentos para baixo.

A desaceleração dos preços resulta de uma combinação de algunsfatores que interferem no campo. A melhora no ritmo das safras, o aumento na oferta de produtos e a acomodação de itens que haviam subido nos meses anteriores explicam esse movimento de queda no varejo.

Entre os destaques do período, o café apresentou uma retração de 5,6% nas prateleiras dos supermercados. No setor de proteínas de origem animal, os cortes de carne bovina ficaram 1% mais baratos, enquanto o frango registrou queda de 1,4% no indicador mensal.

Apesar do alívio no bolso dos paulistanos, o cenário exige atenção constante do setor agrícola. Itens essenciais como batata e leite mantêm trajetória de alta, enquanto variações climáticas, incluindo os efeitos do fenômeno El Niño, continuam gerando incertezas sobre a produção agrícola no segundo semestre.

Além das oscilações de temperatura e chuva, o mercado de commodities agrícolas — como são chamadas as matérias-primas cotadas globalmente, como o trigo e o arroz — segue sob pressão. A variação da oferta interna e as instabilidades no comércio internacional continuam impactando os custos de estocagem e distribuição.