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PIB do agronegócio recua 2,01% no 1º trimestre de 2026

Indicador fecha em R$ 3,13 trilhões após retração nos preços e interrompe ciclo de alta do setor

VIVIANE TAGUCHI

07/08/2026 • 11:36 • Atualizado em 07/08/2026 • 11:36

O ramo agrícola responde por R$ 1,88 trilhão, enquanto a pecuária soma R$ 1,25 trilhão

O ramo agrícola responde por R$ 1,88 trilhão, enquanto a pecuária soma R$ 1,25 trilhão

© Prefeitura de Campo Grande/Divulgação

O PIB do agronegócio recua 2,01% no primeiro trimestre de 2026. A queda no Produto Interno Bruto (PIB) do setor é puxada pela redução nos preços dos produtos, que superou os ganhos de produção. Os dados consolidados, dos meses de janeiro a março, foram divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

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Com o resultado dos primeiros três meses do ano, o PIB do agronegócio fica estimado em R$ 3,13 trilhões. O ramo agrícola responde por R$ 1,88 trilhão, enquanto a pecuária soma R$ 1,25 trilhão. Diante do desempenho global da economia brasileira no período, a participação do agronegócio no PIB nacional cai para 22,8% em 2026. No ano anterior, a fatia do setor era de 25,2%.

A retração no início deste ano mantém o movimento de desaceleração verificado no fim de 2025. No quarto trimestre do ano passado, o indicador já havia apresentado queda, interrompendo uma sequência de três trimestres consecutivos de expansão. Apesar da perda de ritmo no encerramento de 2025, o agronegócio registrou crescimento superior a 12% no acumulado daquele ano.

Todos os segmentos do setor registram queda no período

De acordo com o levantamento do Cepea/CNA, a retração atinge todos os elos da cadeia produtiva no primeiro trimestre. O segmento primário — que engloba a produção promovida diretamente "da porteira para dentro", nas fazendas e propriedades rurais — lidera as perdas com recuo de 4,15%.

O segmento de insumos cai 2,15%, os agrosserviços registram baixa de 1,25% e a agroindústria apresenta queda de 1,03%. Pesquisadores explicam que a desvalorização das commodities agrícolas e pecuárias no mercado anula a expectativa de ganho com o aumento do volume produzido no campo.

No ramo industrial, as agroindústrias de base agrícola recuam. Por outro lado, as usinas e processadoras de base pecuária mostram avanço, impulsionadas por uma queda mais expressiva nos custos de consumo intermediário.

Já a área de agrosserviços, que inclui o transporte e a comercialização dos itens agropecuários, registra desempenho divergente. Enquanto os serviços voltados à agricultura acompanham o recuo do campo, os serviços ligados à pecuária crescem. O segmento pecuário é sustentado pela maior demanda por fretes e logística diante da expansão esperada para a produção de carnes e derivados.