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Cientistas brasileiros testam bactérias que aumentam a eficiência do etanol

Nova tecnologia simplifica a produção do bioetanol de segunda geração e chama a atenção do mercado internacional

Da redação
DA REDAÇÃO

10/08/2026 • 09:01 • Atualizado em 10/08/2026 • 09:01

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram uma tecnologia capaz de aumentar a eficiência e reduzir os custos na produção do etanol de segunda geração. Produzido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, o biocombustível ganhou um avanço no processo de fabricação após o uso de bactérias geneticamente modificadas, que substituem as leveduras tradicionais e convertem a matéria-prima em etanol em apenas uma etapa. O projeto já chamou a atenção da indústria internacional, e uma empresa dos Estados Unidos licenciou a inovação para dar início aos testes em escala ampliada.

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O etanol de segunda geração — biocombustível gerado a partir do reaproveitamento de resíduos agrícolas e industriais, como a palha e o bagaço da cana — é estratégico para a transição energética por aumentar a oferta de combustível sem a necessidade de expandir a área plantada. Conduzido ao longo de seis anos no laboratório da universidade paulista, o estudo buscou justamente eliminar etapas operacionais complexas para viabilizar o insumo de forma mais competitiva.

Com a modificação genética das bactérias, o rendimento do bioetanol teve um crescimento de até 30% na fase inicial de produção. A substituição dos microorganismos tradicionais eliminou etapas de alto custo, como o pré-tratamento termoquímico e a adição de enzimas fúngicas. A simplified conversão diminui a pegada ambiental e os custos industriais, tornando o produto atraente para o setor energético global.

Mercado internacional e impacto social

A tecnologia desenvolvida pelos cientistas da Unicamp já foi licenciada para o mercado externo. O avanço reforça a busca da universidade em transformar ciência aplicada em soluções de mercado que tragam retornos econômicos e ambientais para a sociedade. A equipe de pesquisadores segue trabalhando no desenvolvimento de novas linhagens bacterianas, com foco em atuar em diferentes vias do processo para otimizar ainda mais o rendimento do combustível limpo.

A inovação rendeu premiações a professores, pesquisadores e alunos da instituição envolvidos no projeto. Ao todo, 194 pessoas foram reconhecidas pela Unicamp por contribuírem para a criação de tecnologias que chegaram ao setor produtivo. Entre os homenageados, ganharam destaque cinco empresas acadêmicas que transformaram estudos científicos em novos negócios e garantiram o licenciamento de suas patentes para o mercado.