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Mudanças climáticas reduzem oferta de hortaliças e encarecem a feira

As oscilações climáticas no Brasil afetam diretamente o cultivo de frutas, verduras e hortaliças nesta safra, reduzindo a oferta de produtos frescos e

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23/09/2026 12:05 • Atualizado há 12 horas

Mudanças climáticas reduzem oferta de hortaliças e encarecem a feira

As oscilações climáticas no Brasil afetam diretamente o cultivo de frutas, verduras e hortaliças nesta safra, reduzindo a oferta de produtos frescos e elevando os preços finais nos centros urbanos. Com alterações bruscas de temperatura e irregularidade nas chuvas, os produtores rurais enfrentam perdas severas nas lavouras, enquanto os consumidores encontram itens mais caros e de qualidade inferior nas feiras e supermercados.

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A alternância repentina entre calor intenso, frentes frias e temporais prejudica o ciclo biológico dos vegetais. De acordo com relatos de agricultores, as hortaliças exigem um intervalo médio de 36 a 48 horas para se ajustarem a variações térmicas. Contudo, as viradas de tempo que ocorrem em períodos menores que 12 horas interrompem o desenvolvimento vegetativo da planta, paralisando a colheita.

O clima inverte a tendência de queda de preços de hortaliças e frutas que registrada em julho e agosto.

Impacto na produção e alta nos custos

A quebra no ritmo das colheitas gera escassez imediata nos centros de distribuição. Agricultores destacam que a fragilidade dos alimentos eleva o desperdício ainda na fase de colheita e pós-colheita, impedindo o cumprimento de entregas programadas aos clientes regulares do atacado e do varejo.

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Além disso, a instabilidade pluviométrica retira a previsibilidade do calendário agrícola. Diante do risco constante de estiagens pontuais ou veranicos — períodos de seca prolongada e calor fora de época durante a estação chuvosa —, os produtores precisam acionar sistemas de irrigação artificial para salvar a produção. O uso continuado desses equipamentos amplia o consumo de água e energia, encarecendo os custos operacionais no campo.

Reflexo nas feiras e no bolso do consumidor

O encarecimento da cadeia produtiva chega diretamente às bancas e prateleiras das cidades. Comerciantes relatam que repassam as altas originadas na distribuição aos clientes, ao mesmo tempo em que lidam com mercadorias mais perecíveis, frequentemente maduras demais ou machucadas pelo transporte e pela sensibilidade ao calor.

Frutas delicadas sentem os efeitos climáticos de forma acentuada. Itens como morango, nectarina e pêssego figuram entre os produtos mais escassos e com padrão comercial comprometido nos entrepostos. A baixa oferta dessas variedades impulsiona as cotações nas feiras livres e dificulta a seleção de produtos viáveis pelos feirantes.

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A expectativa entre os elos da cadeia produtiva é que a regularização das condições meteorológicas nos próximos meses normalize o ciclo de desenvolvimento das hortaliças e frutas, restabelecendo a qualidade do abastecimento e aliviando a pressão sobre a cesta alimentar do consumidor.

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