Com uma produção que supera a marca de 15 mil toneladas anuais, o estado de Alagoas consolidou o Brasil no posto de maior produtor de sururu do mundo. O molusco, que guarda semelhanças com o mexilhão, é um dos pilares da economia e da gastronomia local.
Desafios da extração
Diferente de outras culturas, a extração do sururu é um processo delicado que ocorre na lama de áreas costeiras. A produtividade da espécie é extremamente sensível a fatores ambientais, dependendo diretamente de três variáveis principais:
- Temperatura da água;
- Salinidade;
- Regime das marés.
Apesar da complexidade na coleta, o alimento é amplamente valorizado por seu alto valor nutricional.
Os pilares da liderança
De acordo com o levantamento do Giro Brasil, três fatores explicam por que o país, liderado pela produção alagoana, atingiu o topo do mercado global deste molusco:
Tradição Técnica: O conhecimento ancestral e o método de manejo das comunidades extrativistas locais.
Ambiente Favorável: O ecossistema natural das costas brasileiras que propicia a reprodução da espécie.
Alta Demanda: O forte consumo interno, especialmente na região Nordeste, que movimenta a cadeia produtiva.
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