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Agro

Calor extremo mata 90% das ostras em SC e Minas lidera produção de ovos

O setor agropecuário brasileiro enfrenta contrastes com a crise na malacocultura catarinense e o crescimento recorde da avicultura de postura em Minas Gerais

3 min

20/04/2026 08:47 • Atualizado há 187 dias

Calor extremo mata 90% das ostras em SC e Minas lidera produção de ovos

O agronegócio brasileiro vive cenários opostos em diferentes regiões do país neste início de 2026. Enquanto Santa Catarina, maior produtor de ostras do Brasil, decreta estado de alerta devido à mortalidade em massa dos moluscos, Minas Gerais celebra a ascensão ao posto de segundo maior produtor de ovos.

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As informações foram detalhadas durante o programa AgroBand, da Band, destacando como o clima extremo e as mudanças nos hábitos de consumo estão moldando a economia do campo e o mercado consumidor.

Crise no mar: temperatura da água devasta cultivos

O litoral de Santa Catarina enfrenta uma das piores crises da história da malacocultura — o cultivo de moluscos como ostras e mexilhões. O calor extremo registrado neste verão fez com que a temperatura da água do mar em Florianópolis atingisse a marca de 34°C.

O aquecimento atípico das águas foi letal para a produção. Em algumas fazendas marinhas, a mortalidade das ostras chegou a 90%, o que representa mais do que o dobro da média histórica para o período. Santa Catarina é responsável por quase a totalidade da produção nacional, o que torna o impacto sistêmico para o setor.

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A perda drástica da produção já reflete diretamente no mercado consumidor. Relatos do setor indicam queda acentuada nas vendas e escassez do produto em restaurantes e peixarias. Especialistas alertam que a recuperação dos cultivos pode levar meses, afetando o preço final da ostra para o consumidor.

Minas Gerais assume protagonismo na produção de ovos

Em contrapartida ao cenário crítico no Sul, o Sudeste apresenta números robustos na avicultura. Minas Gerais ultrapassou o Paraná e consolidou-se como o segundo maior produtor de ovos do Brasil. No balanço de 2025, o estado produziu quase 6 bilhões de unidades.

Esse avanço representa uma alta de 8% em comparação ao período anterior. O faturamento do setor mineiro superou a marca de R$ 3 bilhões, impulsionado por uma demanda interna aquecida.

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Por que o consumo de ovos cresce tanto?

O ovo deixou de ser apenas um complemento alimentar para se tornar o protagonista em dietas ricas em proteínas. O aumento do consumo é explicado pela versatilidade do alimento e pelo custo-benefício em comparação com outras proteínas animais, como a carne bovina.

Além disso, a profissionalização das granjas mineiras permitiu um ganho de escala necessário para atender o mercado. O estado agora só perde para São Paulo no ranking nacional de produção.

Perspectivas para o mercado interno

Os dados apresentados pela equipe de jornalismo da Band mostram que o agronegócio segue sensível às variações climáticas, mas resiliente na oferta de alimentos essenciais. A crise em Santa Catarina deve manter os preços de frutos do mar elevados no curto prazo.

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Já no setor de postura, a expectativa é que Minas Gerais mantenha o ritmo de crescimento, consolidando novas tecnologias no manejo para garantir o abastecimento nacional diante da crescente busca por dietas saudáveis.

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