
Colheita de milho avança, mas oferta limitada faz preços subirem no país
Jonas Oliveira/SEAB
A colheita do milho de segunda safra registra avanços em todas as regiões produtoras do Brasil, mas a quantidade de cereal disponível para negócios continua restrita no mercado interno. O cenário de oferta curta tem impulsionado as cotações do produto na maioria das regiões acompanhadas.
Conforme dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a média nacional da área colhida até o momento permanece inferior à registrada em temporadas anteriores. Essa desaceleração nos trabalhos de campo contribui para conter o volume de comercializações no país.
Além do ritmo da colheita, os agricultores optaram por se manter distantes do mercado nos últimos dias. Segundo pesquisadores do órgão, a categoria acompanha com atenção as altas nos valores praticados no cenário internacional.
Comportamento no mercado interno
Essa valorização no exterior pode elevar a paridade de exportação do cereal. A expectativa estimula os produtores a reter a produção local, o que resultou na elevação dos preços cobrados em boa parte das praças brasileiras.
Na ponta compradora, a atitude também é de cautela diante da oscilação de valores. De acordo com especialistas do instituto, os agentes têm priorizado o consumo dos próprios estoques em detrimento de efetivar novas aquisições do insumo.
Os compradores acreditam que as cotações do grão possam recuar em breve. Na avaliação da equipe de análise, a expectativa do setor comprador é de que os preços caiam assim que o volume colhido aumente e force a liberação de novos lotes.
Essa necessidade de novas vendas deve ser impulsionada tanto pelas limitações na capacidade dos armazéns quanto pela necessidade de caixa por parte dos produtores, o que pode ampliar a oferta no mercado doméstico em um segundo momento.
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