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Como a ciência e a genética criaram o bacon moderno e menos gorduroso

Avanços tecnológicos no melhoramento genético da suinocultura adaptaram os animais para atender à demanda global por cortes mais magros, garantindo padronização e sustentabilidade no campo

Da redação
DA REDAÇÃO

28/08/2026 • 16:01 • Atualizado em 28/08/2026 • 16:03

O bacon moderno tem menos gorduras devido ao melhoramento genético

O bacon moderno tem menos gorduras devido ao melhoramento genético

Freepik

Celebrada em 31 de agosto, a data dedicada ao bacon destaca como a ciência modificou a barriga suína para entregar um produto que atende às novas exigências dos consumidores. No passado, a atividade concentrava esforços na produção de banha. Contudo, a alteração nos hábitos alimentares da população exigiu uma completa reestruturação nas granjas, unindo o melhoramento genético para atingir o equilíbrio ideal entre carne e gordura.

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Atualmente, o desenvolvimento científico dita os parâmetros de fabricação do bacon moderno. Técnicas de seleção avaliam aspectos milimétricos, a exemplo da espessura do toucinho, profundidade de lombo e marmoreio da carne. O procedimento assegura atributos fundamentais para a gastronomia, como maciez, suculência e o rigor exigido pela indústria de alimentos.

Além da padronização, o trabalho genético busca reduzir a concentração de ácidos graxos saturados na gordura produzida. A diretriz contribui diretamente para a entrega de um alimento mais saudável à população, mantendo as características essenciais para o preparo culinário.

Empresas do setor lideram essa evolução no país por meio da pesquisa científica e da inteligência de dados. "Nosso programa de melhoramento passou a incorporar objetivos de seleção capazes de direcionar a conformação dos animais exatamente para as tendências de mercado", afirma a gerente de Genética Latam da Topigs Norsvin, Mariana Piatto Berton. "Avaliamos índices específicos, como as perdas por gotejamento e o índice de iodo, que nos permitem entregar alto rendimento", completa.

Eficiência no campo e sustentabilidade

Fora das prateleiras dos supermercados, a tecnologia também otimizou a criação de suínos nas granjas. Linhagens modernas proporcionam melhor conversão alimentar, permitindo que os animais aproveitem os nutrientes da ração com alta eficiência. O avanço diminui o desperdício, reduz o impacto ambiental da atividade e preserva a margem de lucro dos produtores rurais.

"Unimos genética, eficiência e sustentabilidade para produzir mais, com qualidade superior e menor impacto ao meio-ambiente, atendendo de ponta a ponta as necessidades do produtor, da indústria e do consumidor", conclui Mariana.

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