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Agro

Crise na suinocultura derruba preços e pressiona produtores em MG

Queda no valor pago pelo suíno e aumento dos custos reduzem margens e preocupam setor sobre impactos no consumo e na produção

2 min

20/05/2026 11:27 • Atualizado há 157 dias

Crise na suinocultura derruba preços e pressiona produtores em MG

Minas Gerais, conhecido nacionalmente pela produção de leite e café, também ocupa posição de destaque na suinocultura. No entanto, o setor atravessa um momento de forte pressão econômica, marcado pela queda nos preços pagos ao produtor e pelo aumento dos custos de produção e logística.

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Segundo produtores ouvidos pela reportagem da Band Triângulo, o preço do quilo do suíno vivo caiu de cerca de R$ 8 para R$ 5,90. O problema é que o custo de produção atualmente supera esse valor, reduzindo as margens e colocando parte das granjas em situação de prejuízo.

“A conta hoje é pagar para trabalhar”, resumiu um produtor.

A crise atinge especialmente regiões como Patos de Minas, que concentra um dos maiores rebanhos do estado. Mesmo com um sistema produtivo tecnificado e forte presença no mercado, os produtores relatam dificuldades para manter a atividade.

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Após um ano de melhores resultados e formação de margem em 2025, o setor agora utiliza essa reserva financeira para tentar atravessar o período de baixa rentabilidade.

Além da pressão dentro das granjas, as indústrias também enfrentam aumento nos custos operacionais. O transporte da carne foi impactado pela alta dos combustíveis, enquanto o frete internacional passou a sofrer reflexos do aumento das tarifas marítimas e da pressão logística global.

Representantes do setor destacam ainda efeitos indiretos no comércio exterior. Parte das preocupações está relacionada ao fluxo logístico internacional, já que cerca de 20% da produção mundial passa pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte marítimo.

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No mercado interno, o principal desafio é o desequilíbrio entre oferta e demanda. Segundo produtores, houve aumento expressivo da produção em um curto intervalo de tempo, elevando a disponibilidade de animais e pressionando os preços.

Apesar do avanço das exportações, é o consumo interno que sustenta a atividade. Hoje, o consumo per capita de carne suína no Brasil gira em torno de 20 quilos por pessoa ao ano, acima dos cerca de 16 quilos registrados anteriormente.

Ainda assim, o aumento do consumo não foi suficiente para absorver o crescimento da oferta.

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A expectativa do setor agora é por uma reação do mercado interno e por um reequilíbrio entre produção e demanda. Até lá, produtores e indústrias seguem operando com margens reduzidas e tentando evitar medidas mais drásticas.

“Fechar uma granja é a última alternativa. Uma estrutura dessas leva de dois a três anos para ser construída”, afirmou um produtor.

Enquanto o cenário não melhora, o setor mantém a aposta na recuperação do mercado para preservar uma atividade considerada estratégica para o agronegócio mineiro.

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