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Empresas brasileiras projetam US$ 3,3 bilhões em negócios com a China

SIAL, que é a maior feira de alimentos da Ásia em Xangai conta com 82 empresas do Brasil e projeta movimentar US$ 3,3 bilhões em negócios.

VIVIANE TAGUCHI

18/05/2026 • 15:55 • Atualizado em 18/05/2026 • 15:58

Comissão da agricultura na SIAL 2026

Comissão da agricultura na SIAL 2026

Divulgação/Mapa

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, iniciou nesta segunda-feira (18) uma missão oficial em Xangai para participar da SIAL 2026, a principal feira de alimentos e bebidas do continente asiático. A edição deste ano registra uma participação histórica do Brasil, com 82 empresas expositoras que buscam fortalecer a presença de produtos nacionais no mercado chinês, o maior destino das exportações do agronegócio brasileiro. A expectativa é de que o evento gere cerca de US$ 3,3 bilhões em negócios imediatos e futuros.

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Estratégia de diversificação e valor agregado

Durante a visita aos pavilhões organizados pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o ministro André de Paula enfatizou a relevância do trabalho conjunto entre governo e setor produtivo. Segundo o titular da pasta, o espaço é estratégico para abrir novas oportunidades e consolidar a imagem do país como fornecedor global.

O embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, também acompanhou a agenda e celebrou o crescimento da representação empresarial. Galvão ressaltou a necessidade de avançar na diversificação da pauta exportadora, destacando que o Brasil foi o principal destino de investimentos chineses em 2025. Para o diplomata, o cenário atual reflete a confiança da China na segurança alimentar proporcionada pelo agronegócio brasileiro.

Proteína animal e agricultura familiar em destaque

A delegação brasileira na SIAL Xangai apresenta uma ampla gama de produtos, desde alimentos processados e cafés especiais até itens da sociobiodiversidade, como frutas amazônicas e mel. André de Paula visitou o estande da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), onde reforçou o protagonismo do setor de proteínas animais no cenário internacional.

Uma das novidades desta edição é a participação de 10 cooperativas da agricultura familiar por meio do programa Cooperar para Exportar. O pavilhão dedicado ao segmento apresenta produtos de maior valor agregado, como vinhos e açaí, visando conquistar nichos específicos do mercado asiático. Conforme explicou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, o recorde de empresas demonstra a confiança dos produtores no potencial chinês.

A SIAL 2026 segue até o dia 20 de maio, reunindo mais de 5 mil expositores de 75 países. O evento, consolidado desde 2000, espera receber 180 mil visitantes profissionais em uma área de 200 mil metros quadrados.