A expansão da produção de soja em Roraima tem ganhado destaque no cenário nacional do agronegócio, consolidando o estado como uma das novas fronteiras agrícolas do país. A imensidão verde dos campos e lavrados roraimenses revela o potencial da região Norte, que vem atraindo cada vez mais investidores interessados em aproveitar as condições favoráveis para o cultivo da oleaginosa.
De acordo com produtores locais, a produção de soja em Roraima segue em constante crescimento, impulsionada pela ampliação das lavouras e pelo aumento do interesse de novos investidores. O produtor de soja Lucas Cavalca, que carrega no nome e na tradição familiar mais de 80 anos dedicados à agricultura, destaca o desenvolvimento do setor no estado. “Começamos a investir mais aqui e crescer todos os anos”, afirma.
Lucas Cavalca se prepara para a colheita da 5ª safra na Fazenda Flórida do Norte, localizada às margens do Rio Branco, em uma área de preservação ambiental. Segundo o produtor, “esse ano foram mais de 3.500 hectares de área”. Para 2026, a expectativa é que a área plantada alcance mais de 145 mil hectares, o que representa um crescimento de 9,4% em relação ao ano anterior. “Esse crescimento reforça a importância do estado no agronegócio”, ressalta.
Entre os fatores que tornam Roraima atrativo para o cultivo da soja estão o clima estável, a janela diferenciada de produção e as condições favoráveis do solo. “Um diferencial gigantesco de Roraima é que a gente consegue fazer uma área de primeiro ano. A gente não tem acidez nem alumínio, ou se tem, é muito pouco. Então, a gente arranca colhendo 60 sacos”, explica Lucas Cavalca. Ele também destaca que o clima favorece a produção: “A gente tem uma estufa a céu aberto, então é chuva e sol. Isso eu acho que é o principal aqui de Roraima”.
Outro atrativo é o custo das terras, que ainda são consideradas mais acessíveis do que em outras regiões do país. Isso tem despertado o interesse de produtores de diversas partes do Brasil, principalmente do Sul, que enxergam em Roraima oportunidades para diversificar e ampliar seus negócios. “As terras são relativamente mais baratas do que o resto do Brasil”, observa o produtor.
A produção de soja no estado também é beneficiada por uma janela de plantio diferenciada, de setembro a janeiro, permitindo a otimização do uso de máquinas e equipamentos agrícolas. “Aqui, de maio a setembro, você pode otimizar suas máquinas e também o clima. O clima é muito estável. Isso faz com que produtores de outras regiões do Brasil vejam uma tranquilidade para se produzir aqui”, comenta Lucas Cavalca.
A consolidação da soja em Roraima impacta diretamente a economia local, gerando emprego, renda e fortalecendo a cadeia produtiva. “Toda a população, toda a sociedade, porque está gerando mais renda, mais emprego e economia no bolso do consumidor”, afirma o produtor.
A preocupação com a sustentabilidade e a preservação ambiental também faz parte da rotina dos produtores roraimenses. Lucas Cavalca reforça o compromisso do setor: “A gente é responsável por 35% de cada propriedade. Se tiver fogo numa lavoura, são 5 anos para recuperar. Então a gente cuida de fogo, a gente cuida da área. Se tiver qualquer desmatamento, qualquer problema, qualquer invasão para tirar madeira, quem paga é a gente. Hoje, o agricultor brasileiro é o cara que mais preserva”.
Acompanhe o mundo do agro!
As principais notícias do agronegócio toda semana e de graça, no seu email
Selecione os seus temas favoritos:

