O Brasil já foi o maior produtor de cacau do mundo, nos anos 1980 e, após a devastação das lavouras por uma praga, a Vassoura de Bruxa, o setor se reorganizou para recuperar os prejuízos e voltar ao protagonismo do mercado. Hoje, o país está entre os principais produtores de cacau de qualidade superior, com cultivos espalhados por estados como Bahia, Rondônia, Espírito Santo e até mesmo, São Paulo, que aposta em tecnologias para produzir o fruto, matéria-prima do chocolate.
O chocolate está presente em 93% dos lares brasileiros e faz parte da rotina diária de muitas famílias. Seja após o almoço ou como sobremesa de ocasiões especiais, o chocolate se consolidou como um dos produtos mais consumidos no país.
Em 2025, o Brasil produziu 814 mil toneladas de chocolate. O setor emprega atualmente cerca de 27 mil pessoas em fábricas, número que cresce consideravelmente durante alguns períodos como a Páscoa, quando há aumento na produção e contratações temporárias e datas especiais como o Dia dos Namorados e Dia das Mães. Esse cenário de crescimento reflete diretamente no campo, onde a produção de cacau se fortalece, com destaque para o foco em qualidade e sustentabilidade.
Além das grandes indústrias, o segmento de chocolates artesanais também ganha espaço no mercado. Muitas pessoas encontraram no chocolate uma oportunidade para empreender e complementar a renda familiar. “Quando eu comecei, foi na cozinha da minha casa. Não tinha nenhuma pretensão de empreender, de ter um negócio, empregar pessoas. Hoje, é muito bom, muito gostoso trabalhar aqui”, relatou uma das empreendedoras do setor.
Histórias de sucesso mostram que o chocolate artesanal pode ser o ponto de partida para novos negócios. Como destacou outra empreendedora, “comecei a fazer meu primeiro produto, que foi o cupcake. Depois entrei para os brigadeiros, chocolates. Os meus colegas gostaram, as coisas foram tomando proporções maiores. Comecei a vender na empresa primeiramente, depois participar de eventos, e hoje estamos aí, com loja e colaborador”.
Apesar do crescimento expressivo, o brasileiro consome em média 4 kg de chocolate por ano, quantidade ainda distante de países como a Suíça, onde o consumo chega a quase 12 kg por pessoa anualmente – o triplo do registrado no Brasil.
Com a demanda cada vez mais exigente, o setor de chocolates no Brasil se profissionaliza, investindo em inovação, qualidade e sustentabilidade para atender ao gosto do consumidor brasileiro e manter o ritmo de expansão nos próximos anos.
Dia Mundial do Chocolate
Nesta terça-feira, 7 de julho, celebra-se o Dia Mundial do Chocolate. A data marca a chegada do produto ao continente europeu no século XVI. Após o contato dos exploradores europeus com as civilizações maia e asteca na América Central — onde o cacau era consumido como uma bebida ritualística, picante e amarga — o produto foi levado ao Velho Mundo.
Historiadores apontam que foi por volta do ano de 1550 que o chocolate começou a ganhar espaço na Europa, inicialmente restrito à nobreza e ao clero, sendo consumido como uma bebida exclusiva e de alto valor.
A partir dos anos 2000, com a força do marketing global e o crescimento do consumo de chocolate, a data foi adotada estrategicamente pelo setor confeiteiro para promover festivais, lançamentos e campanhas de vendas.
É comum a confusão com outras datas, como o 13 de setembro. Essa alternativa é celebrada principalmente nos Estados Unidos e em outros países em homenagem ao nascimento de Milton Hershey (fundador da Hershey Chocolate Company) e também é frequentemente associada à obra A Fantástica Fábrica de Chocolate, de Roald Dahl.
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